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Energia· 30 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Petrobras envia plataforma P-80 de Singapura rumo ao campo de Búzios

Unidade de produção com capacidade para 225 mil barris diários parte para o litoral fluminense após conclusão de etapas no exterior.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 01 de outubro de 2026
Petrobras envia plataforma P-80 de Singapura rumo ao campo de Búzios

A plataforma P-80 da Petrobras iniciou sua viagem de Singapura com destino ao campo de Búzios, na Bacia de Santos, na costa do Rio de Janeiro. A unidade flutuante do tipo FPSO possui capacidade projetada para processar 225 mil barris de óleo por dia e comprimir até 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. Trata-se de um dos maiores ativos industriais destinados à exploração de petróleo no país na atualidade.

A conclusão da etapa internacional em Singapura marca o avanço do cronograma de implantação de um dos principais projetos do pré-sal brasileiro. A embarcação agora atravessa rotas marítimas internacionais até alcançar a locação definitiva em águas ultraprofundas. O transporte exige planejamento logístico e de engenharia naval de grande escala devido às dimensões da estrutura.

A P-80 integra a nova geração de unidades estacionárias de produção contratadas pela estatal para otimizar o fator de recuperação do campo de Búzios. O projeto arquitetônico da planta incorpora tecnologias avançadas para redução de emissões operacionais, alinhando diretrizes de eficiência energética e descarbonização exigidas para os novos contratos de exploração e produção offshore.

O campo de Búzios, localizado a cerca de 200 quilômetros da costa fluminense, opera sob o regime de cessão onerosa e partilha de produção. A chegada da nova unidade consolida a infraestrutura de escoamento e tratamento na área, que já conta com outros sistemas de grande porte em operação comercial contínua.

Desdobramentos no setor

Para o setor de óleo e gás, a movimentação da plataforma sinaliza o cumprimento de prazos na cadeia de suprimentos e estaleiros internacionais contratados pela companhia. A integração dos sistemas e a ancoragem definitiva em alto-mar demandarão operações complexas de montagem submarina e testes de comissionamento nas próximas semanas.

Com informações de Times Brasil | CNBC.

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