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Energia· 06 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Rio Grande do Sul recebe boias para teste de eólica offshore

Projeto da JB Energy vai instalar três estruturas a até 65 km da costa gaúcha para monitorar ondas e sons submarinos com inteligência artificial.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 07 de novembro de 2026
Rio Grande do Sul recebe boias para teste de eólica offshore

A JB Energy inicia os preparativos para instalar três boias oceanográficas a uma distância de até 65 quilômetros da costa de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. O objetivo da campanha é coletar dados rigorosos sobre o comportamento das ondas, correntes e sons submarinos antes da instalação e teste de uma turbina eólica sobre estrutura flutuante no Brasil. A iniciativa faz parte do projeto Aura Sul Wind e utiliza tecnologia fornecida pela empresa portuguesa blueOASIS para analisar o potencial e as condições reais do mar.

A campanha de medição em alto-mar é uma etapa obrigatória para mitigar riscos de engenharia em empreendimentos de energia eólica offshore, que enfrentam condições severas de vento e intempéries marinhas. As três boias operam com sistemas de inteligência artificial para processar dados oceanográficos em tempo real e garantir a precisão das informações coletadas ao longo do período de monitoramento na costa gaúcha.

A escolha pelo litoral sul brasileiro decorre das características favoráveis dos ventos na região, mas a implantação de plataformas flutuantes exige engenharia naval específica para ancoragem e transmissão de energia. O uso de IA embarcada nas boias permite mapear com exatidão o ruído submarino e o impacto acústico, fatores cruciais para o licenciamento ambiental e para o dimensionamento estrutural das futuras fundações flutuantes que sustentarão as turbinas.

Para o setor de infraestrutura energética, a fase de testes representa um marco na transição para a matriz eólica offshore no país, que ainda carece de regulamentação federal definitiva, mas avança por meio de projetos pilotos licenciados. O acúmulo de dados locais em bacias marítimas brasileiras reduz incertezas de projeto para construtoras, fabricantes de turbinas e operadores logísticos envolvidos na cadeia de suprimentos naval.

A operação dessas boias antecede a montagem da estrutura em escala real, permitindo que os engenheiros ajustem modelos matemáticos e simulações numéricas de fadiga do material. O sucesso da campanha offshore servirá de referência técnica para futuros parques eólicos flotantes planejados na costa brasileira, definindo os parâmetros de durabilidade e manutenção para o ambiente marinho nacional.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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