Plano do MME prevê 12 anos para regularizar garimpo e frear mercúrio
O Ministério de Minas e Energia (MME) finalizou um Plano de Ação Nacional para aprimorar a atividade de garimpo de ouro no Brasil e eliminar o uso irregular de mercúrio, com prazo total de 12 anos.

O Ministério de Minas e Energia (MME) concluiu o Plano de Ação Nacional para aprimorar a atividade de garimpo de ouro no Brasil e banir o uso irregular de mercúrio. A iniciativa estabelece um prazo de 12 anos para a execução completa das medidas, com uma ação prioritária de eliminação do mercúrio a ser implementada em até três anos.
A regularização do garimpo de ouro é um desafio complexo, dado o histórico da atividade no país e a dispersão geográfica das operações. O plano do MME busca criar um ambiente mais estruturado e legalizado para o setor, visando a sustentabilidade e a conformidade ambiental.
Um dos pontos centrais do plano é a erradicação do uso irregular de mercúrio, substância altamente tóxica empregada na amalgamação do ouro. A contaminação por mercúrio representa sérios riscos à saúde humana e ao meio ambiente, afetando ecossistemas fluviais e comunidades locais.
A meta de banir o mercúrio em três anos reflete a urgência em combater os impactos negativos dessa prática. Para isso, serão necessárias a implementação de fiscalização mais efetiva e a promoção de tecnologias alternativas para a extração do ouro, que não dependam do uso do metal pesado.
A execução do plano demandará um esforço conjunto de diversos órgãos e entidades, além de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de métodos extrativos mais limpos. Para os profissionais da engenharia e da gestão de projetos, o cenário impõe a necessidade de adaptação a novas normativas e a busca por soluções inovadoras.
Engenheiros de minas e ambientais, em particular, terão um papel crucial no desenvolvimento e na aplicação de técnicas de garimpo mais seguras e ambientalmente responsáveis. A transição para processos sem mercúrio implicará a reavaliação de projetos, a capacitação de equipes e a implementação de sistemas de monitoramento ambiental robustos, garantindo a conformidade e minimizando os riscos operacionais e ambientais em todas as etapas da cadeia produtiva do ouro.
Com informações de Agência iNFRA.
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