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Construção· 26 de julho de 2026· 2 min de leitura

Plataforma P-32 vira 40 mil toneladas de aço após desmonte em dique seco

Apos vinte e cinco anos de operacao na Bacia de Campos, a antiga unidade da Petrobras foi desmantelada para reciclagem integral de sua estrutura metalica.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Plataforma P-32 vira 40 mil toneladas de aço após desmonte em dique seco

A desativacao de unidades de óleo e gás chegou a uma nova etapa no setor metalurgico com o processamento completo da plataforma P-32. Apos vinte e cinco anos operando na Bacia de Campos, a estrutura foi desmontada bloco por bloco com o uso de maçaricos dentro do maior dique seco da América Latina. O processo envolveu a separação de mais de 40 mil toneladas de materiais, que tiveram como destino final a fundição nos fornos da Gerdau localizados no municipio de Charqueadas.

A operacao de desmonte exigiu planejamento logistico e de engenharia rigoroso para garantir a segurança no manuseio de grandes volumes de aco offshore. A desconstrucao em ambiente confinado de dique seco permite o controle rigoroso de residuos e o direcionamento adequado de cada componente metalico, atendendo aos criterios ambientais exigidos para o descarte de ativos industriais de grande porte.

A transformacao de uma estrutura flutuante em insumo siderurgico demonstra a viabilidade da economia circular aplicada a infraestrutura offshore pesada. Ao invés do afretamento para afundamento ou estocagem prolongada, a alternativa de reciclagem integral reaproveita o aco na cadeia produtiva nacional, reduzindo a necessidade de extraccao de minerio virgem para novas ligas.

A chegada do material ao parque fabril da Gerdau exigiu adaptacoes no fluxo de recebimento e preparacao de sucata industrial. As placas e blocos cortados da P-32 passaram por triagem especifica antes de alimentarem os fornos eletricos, onde o metal foi fundido e transformado em novos produtos para o mercado da construcao civil e da industria.

Para o setor de engenharia e gestao de ativos de infraestrutura, o desfecho da P-32 consolida um precedente tecnico para o descomissionamento de plataformas maduras. A operacao valida rotinas de engenharia reversa em escala industrial, mostrando que o fim da vida util de um ativo offshore pode resultar em reaproveitamento material em larga escala para a cadeia siderurgica brasileira.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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