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Energia· 01 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Produção em terra cai 16,1% no RN e petroleiras pedem novos poços

Média de janeiro a agosto de 2026 caiu de 31.676 para 26.572 barris por dia, segundo dados da ANP, e o estado perdeu R$ 23,4 milhões em royalties no semestre.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Produção em terra cai 16,1% no RN e petroleiras pedem novos poços

A produção de petróleo em terra no Rio Grande do Norte caiu 16,1% em 2026. Segundo dados da ANP debatidos no fórum da ABPIP, realizado em Natal, a média de janeiro a agosto passou de 31.676 para 26.572 barris por dia. O segmento responde por cerca de 3% do óleo extraído no país, mas concentra quase 35% das horas trabalhadas na atividade, o que coloca os campos terrestres no centro da discussão sobre emprego e arrecadação no estado.

A queda aparece também na conta do estado. De acordo com os dados apresentados no fórum, o Rio Grande do Norte deixou de receber R$ 23,4 milhões em royalties ao longo do semestre. A perda acompanha a redução da produção, já que os royalties são calculados sobre o volume extraído.

Os dados foram debatidos no encontro promovido pela ABPIP em Natal. A associação reúne empresas independentes do setor e, no caso dos campos em terra, costuma ser a principal voz de quem opera poços de menor porte.

Em resposta ao cenário, as petroleiras pedem licença para perfurar novos poços. O material recebido não detalha quantos poços estão em pauta, em quais campos, nem quais etapas de licenciamento já foram cumpridas, de modo que o alcance do pedido ainda não pode ser medido.

Para o engenheiro de campo e o gestor de operação, o número mais útil é a diferença entre os dois patamares de produção. Passar de 31.676 para 26.572 barris por dia significa perder cerca de 5.100 barris diários de capacidade média em poucos meses, sem que a queda tenha sido atribuída a um único fator no material apurado.

Do ponto de vista da mão de obra, o peso do segmento terrestre vai além do volume. Um campo que responde por pouco do óleo do país ainda sustenta uma fatia grande das horas trabalhadas, o que faz da produção em terra um termômetro de emprego técnico no estado, e não apenas de extração.

O que o setor deve acompanhar agora é o desfecho do pedido de licença para novos poços. Se a autorização avançar, a discussão deixa de ser diagnóstico e passa a ser prazo de perfuração, custo por poço e o ritmo com que a produção pode voltar a subir. Enquanto isso, a conta de royalties segue pressionada pela curva de produção.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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