Refinaria chinesa renasce como hotel: arquitetura une história e novos pavilhões
Em Yangshuo, um complexo hoteleiro reinventa o patrimônio industrial, utilizando pavilhões contemporâneos para costurar edifícios históricos e criar novas experiências de luxo.

Uma antiga refinaria de açúcar estatal em Yangshuo, na China, foi convertida em um complexo hoteleiro após um extenso processo de revitalização. O projeto, dividido em duas fases, combinou a preservação do patrimônio industrial com a introdução de novas estruturas arquitetônicas para otimizar o uso do espaço.
A primeira etapa, realizada entre 2013 e 2017, concentrou-se na restauração da refinaria. O arquiteto Zhao Chongxin liderou a recuperação das estruturas existentes, enquanto Dong Gong foi responsável pela construção dos quartos de hóspedes e pela implantação geral do hotel, estabelecendo a base espacial do empreendimento.
Cinco anos depois, em 2022, a iniciativa "Sugar House+" foi lançada para complementar o projeto original. O objetivo era conectar espaços anteriormente subutilizados e dispersos, inserindo pequenas estruturas recém-construídas que funcionariam como nós de ligação.
Entre as novas adições que compõem o "Sugar House+" estão o Pavilhão Waterside, o Pavilhão Hillside, uma cabine de DJ e o Restaurante Qushui, este último concluído em uma fase posterior. Essas construções foram estrategicamente posicionadas para liberar o potencial latente do local.
A ideia por trás dessas intervenções foi criar novas interações e fluxos dentro do complexo. Ao invés de grandes expansões, optou-se por pontos de conexão que tecem a arquitetura existente com novos usos, otimizando a experiência dos visitantes.
Para profissionais da engenharia e arquitetura, este projeto se destaca pela viabilidade e o valor de integrar edificações históricas com intervenções contemporâneas. A estratégia de usar pequenas estruturas como elementos conectivos oferece um modelo eficiente para a reabilitação de grandes sítios industriais.
Essa abordagem maximiza o aproveitamento do terreno e cria novas experiências de uso, sem descaracterizar a identidade original do patrimônio. Um exemplo de como a engenharia e a arquitetura podem reescrever o futuro de construções com um passado rico.
Com informações de Archdaily Brasil.
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