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Construção· 03 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Novo museu de Suzhou com 60 mil metros quadrados marca estreia do BIG

Escritório BIG conclui seu primeiro museu de arte, estruturado como uma vila de doze pavilhões sob cobertura contínua inspirada nos jardins locais.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Novo museu de Suzhou com 60 mil metros quadrados marca estreia do BIG

O Museu de Arte Contemporânea de Suzhou abriu as portas ao público às margens do Lago Jinji, na China. O projeto de 60.000 metros quadrados foi desenvolvido pelo escritório BIG, conhecido como Bjarke Ingels Group, em parceria com o ARTS Group, a VIA.inc e o escritório SHUISHI, sob encomenda do Departamento de Cultura, Esporte e Turismo do Parque Industrial de Suzhou.

A concepção arquitetônica afasta o modelo tradicional de bloco único e adota o partido de uma vila composta por doze pavilhões. Toda a estrutura fica abrigada sob uma cobertura contínua que lembra uma fita metálica ou de concreto, criando um percurso fluido de circulação por meio de um corredor coberto que se integra à paisagem urbana e natural.

A implantação do complexo cultural bebe diretamente na tradição milenar dos jardins históricos de Suzhou, reconhecidos pelo patrimônio tombado. A espacialidade recria a lógica de pavilhões e pátios interligados, permitindo que os visitantes transitem entre áreas expositivas fechadas e vistas panorâmicas para a orla do lago.

A escolha por uma cobertura única que amarra os diferentes blocos exigiu soluções estruturais para vencer os vãos e garantir a continuidade estética do desenho. A malha de galerias foi distribuída de forma a otimizar o fluxo de público e flexibilizar a curadoria de grandes acervos de arte contemporânea.

Impacto para a engenharia e o setor

A entrega consolida o primeiro projeto concluído do escritório BIG voltado especificamente para a tipologia museológica. Para as equipes de engenharia envolvidas, o desafio principal residiu na execução geométrica da cobertura contínua e na integração das fundações com o terreno às margens do corpo d'água.

A obra reforça o papel de Suzhou como polo de arquitetura contemporânea na China, exigindo coordenação complexa entre múltiplos escritórios de projeto e construtoras locais. O resultado prático entrega um marco de grande escala que expande a infraestrutura cultural da região com métodos construtivos avançados.

Com informações de Archdaily Brasil.

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