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Energia· 29 de julho de 2026· 1 min de leitura

Rio Grande do Norte perde 300 MW em solar apos revogacao de outorgas

Falta de conexao com a rede eletrica levou a desistencia de projetos fotovoltaicos nos municipios de Joao Camara e Açu.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Rio Grande do Norte perde 300 MW em solar apos revogacao de outorgas

A Agência Nacional de Energia Elétrica oficializou a revogação das outorgas de autorização para a implantação de parques de geração solar fotovoltaica no Rio Grande do Norte. A medida atendeu a um pedido da empresa Vento Solar Energia Renovável, que desistiu de tocar adiante os empreendimentos devido à ausência de infraestrutura para escoar a energia gerada até o sistema elétrico nacional. A decisão atinge diretamente seis centrais geradoras que somam 300 megawatts de capacidade instalada planejada.

Os projetos afetados dividem-se em dois grupos de locais distintos no interior potiguar. As usinas Nova Esperança 1, 2 e 3 estavam previstas para serem instaladas no município de João Câmara. Já os complexos denominados Talhado 12, 13 e 14 tinham como endereço o município de Açu. A concentração de projetos solares e eólicos na região nordeste tem esbarrado recorrentemente na saturação das linhas de transmissão existentes.

A imposição de restrições de escoamento, conhecidas no setor como curtailment, e a demora na expansão da malha de transmissão de alta tensão viraram gargalos críticos para investidores de energia renovável. Quando o parque fica pronto ou avança nas etapas de licenciamento sem a garantia física de conexão à rede básica, manter os contratos e as garantias de fiança deixa de ser viável economicamente para as desenvolvedoras.

A devolução de outorgas para a Aneel evidencia a urgência de planejamento integrado entre a expansão da geração centralizada e a infraestrutura de transmissão de energia. Sem o reforço nas subestações e nos linhões que transportam a eletricidade gerada no interior para os centros de consumo, novos aportes em energias limpas continuam sob risco de estagnação nos canteiros e nos gabinetes de engenharia.

Com informações de MegaWhat.

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