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Construção· 15 de setembro de 2026· 3 min de leitura

Seções nominais de fio e cabo elétrico: tabela de referência

A seção do condutor depende da corrente, do modo de instalação e da queda de tensão, não só da tabela.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Seções nominais de fio e cabo elétrico: tabela de referência

A seção nominal de um condutor, dada em milímetros quadrados, é a bitola do fio ou cabo, e ela segue uma escala padronizada. Escolher a seção certa não é só olhar a tabela: depende da corrente do circuito, do modo de instalação e da queda de tensão. A NBR 5410 fixa seções mínimas por tipo de circuito e traz as tabelas de capacidade de condução. Este guia lista as bitolas comerciais e explica o método de escolha.

As seções comerciais

A escala de seções nominais de condutores de cobre para instalação de baixa tensão é padronizada e sobe em degraus. As bitolas mais usadas em instalação predial são 1,5, 2,5, 4, 6, 10, 16, 25, 35 e 50 milímetros quadrados, seguindo para valores maiores em alimentadores e entradas. Essa escala é estável, então vale guardá-la, mas a escolha de qual usar depende do circuito.

A NBR 5410 fixa seções mínimas por finalidade. Circuito de iluminação costuma ter seção mínima de 1,5 milímetro quadrado, e circuito de tomadas de uso geral, de 2,5 milímetros quadrados. Esses mínimos são referência conhecida, mas confirme na norma vigente, porque ela detalha exceções e outros circuitos, como os de força.

Como a corrente define a bitola

A bitola precisa conduzir a corrente do circuito sem esquentar além do que o isolamento aguenta. Essa corrente admissível, chamada capacidade de condução ou ampacidade, não é um número único por seção: ela muda com o modo de instalação. O mesmo cabo de 2,5 milímetros quadrados conduz mais dentro de um eletroduto ao ar livre do que embutido em parede junto a outros cabos, porque a dissipação de calor é diferente.

Por isso a NBR 5410 organiza a ampacidade em tabelas por método de referência de instalação, do tipo condutor em eletroduto embutido, cabo ao ar, cabo enterrado, e assim por diante. O método correto para o seu caso, e o fator de correção por agrupamento e por temperatura, definem a corrente admissível real. Ler a tabela sem identificar o método de instalação é o erro mais comum, e leva a subdimensionar o cabo.

O passo a passo e a queda de tensão

O caminho é levantar a corrente de projeto do circuito, identificar o método de instalação, aplicar os fatores de correção e só então ler na tabela da NBR 5410 a seção que suporta aquela corrente. Depois disso, verifique a queda de tensão, porque em circuito longo a bitola que passa na corrente pode reprovar na queda de tensão e precisar subir.

Feita a escolha do condutor, o disjuntor tem que proteger esse condutor, com corrente nominal entre a corrente de projeto e a capacidade do cabo. Confirme sempre os valores e os fatores na NBR 5410 vigente, porque cada método e cada arranjo têm os seus números.

Perguntas frequentes

Qual a bitola mínima para tomadas?

A NBR 5410 fixa seção mínima de 2,5 milímetros quadrados para circuitos de tomadas de uso geral, e de 1,5 milímetro quadrado para iluminação. Esses são mínimos; a bitola real pode ser maior conforme a corrente e a queda de tensão. Confirme na norma vigente.

Uma seção tem sempre a mesma corrente admissível?

Não. A ampacidade de uma mesma seção varia com o método de instalação, o agrupamento de cabos e a temperatura. Por isso a norma traz várias tabelas, e é preciso identificar o método antes de ler a corrente admissível.

O que faço quando o circuito é muito longo?

Verifique a queda de tensão. Em circuito longo, a bitola que suporta a corrente pode gerar queda de tensão acima do limite, e o caminho é aumentar a seção do condutor. A NBR 5410 estabelece os limites de queda de tensão a respeitar.

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