Setor elétrico propõe agenda para viabilizar hidrelétricas reversíveis
Representantes do setor, governo e mercado financeiro defenderam a criação de medidas para destravar a implantação de usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil.

Representantes do setor elétrico, do governo, de órgãos reguladores e de instituições financeiras defenderam, em um debate promovido pela Associação Internacional de Hidreletricidade (IHA) e pela Associação Brasileira de Geração de Energia (Abrage), a criação de medidas para viabilizar a implantação de usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil.
O encontro, realizado nesta quarta-feira (10), buscou discutir os entraves e as soluções para o desenvolvimento deste tipo de empreendimento no país. As usinas reversíveis são consideradas estratégicas para a segurança energética, pois possuem a capacidade de armazenar energia e liberá-la quando a demanda é maior, atuando como uma grande bateria.
Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de um marco regulatório claro e de incentivos financeiros que tornem o investimento em hidrelétricas reversíveis mais atrativo. A falta de previsibilidade e de mecanismos de remuneração adequados tem sido um obstáculo para a atração de capital privado.
O setor argumenta que a tecnologia das hidrelétricas reversíveis é fundamental para complementar a matriz energética brasileira, que já conta com uma forte participação de fontes intermitentes como a solar e a eólica. A capacidade de armazenamento dessas usinas pode garantir a estabilidade do sistema elétrico, mesmo em períodos de baixa geração das fontes renováveis.
A discussão também abordou a importância da integração dessas usinas com outras fontes de energia e com a rede de transmissão. A otimização da infraestrutura existente e a expansão planejada da rede são vistas como essenciais para o sucesso dos novos projetos.
A expectativa é que a agenda proposta pelas associações resulte em ações concretas por parte do governo e dos órgãos reguladores, impulsionando a expansão das hidrelétricas reversíveis e fortalecendo a segurança e a resiliência do sistema elétrico nacional.
Com informações de Agência iNFRA.
Leia também

CMSE mantém CVaR em 15/40 para risco elétrico até 2027
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu manter o parâmetro de aversão ao risco CVaR em 15/40 para os modelos de operação do sistema elétrico nacional até 2027, gerando divisão no setor.
Fonte: Agência iNFRA

CMSE mantém CVaR 15/40 para operação do sistema elétrico a partir de 2027
A decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico mantém o critério de aversão ao risco para os modelos de operação e formação de preços do setor elétrico.
Fonte: MegaWhat
Itaipu destina R$ 5,7 bilhões para conter alta na conta de luz
Recursos provenientes da usina hidrelétrica serão repassados ao setor elétrico, aliviando o custo para consumidores brasileiros.
Fonte: Portal GDia
Pernambuco: Novo terminal portuário de R$ 2 bilhões reforça infraestrutura
A instalação inaugurada com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin fortalece a logística e a capacidade de exportação do estado.
Fonte: Francês News
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
