Setor elétrico propõe agenda para viabilizar hidrelétricas reversíveis
Representantes do setor, governo e mercado financeiro defenderam a criação de medidas para destravar a implantação de usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil.

Representantes do setor elétrico, do governo, de órgãos reguladores e de instituições financeiras defenderam, em um debate promovido pela Associação Internacional de Hidreletricidade (IHA) e pela Associação Brasileira de Geração de Energia (Abrage), a criação de medidas para viabilizar a implantação de usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil.
O encontro, realizado nesta quarta-feira (10), buscou discutir os entraves e as soluções para o desenvolvimento deste tipo de empreendimento no país. As usinas reversíveis são consideradas estratégicas para a segurança energética, pois possuem a capacidade de armazenar energia e liberá-la quando a demanda é maior, atuando como uma grande bateria.
Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de um marco regulatório claro e de incentivos financeiros que tornem o investimento em hidrelétricas reversíveis mais atrativo. A falta de previsibilidade e de mecanismos de remuneração adequados tem sido um obstáculo para a atração de capital privado.
O setor argumenta que a tecnologia das hidrelétricas reversíveis é fundamental para complementar a matriz energética brasileira, que já conta com uma forte participação de fontes intermitentes como a solar e a eólica. A capacidade de armazenamento dessas usinas pode garantir a estabilidade do sistema elétrico, mesmo em períodos de baixa geração das fontes renováveis.
A discussão também abordou a importância da integração dessas usinas com outras fontes de energia e com a rede de transmissão. A otimização da infraestrutura existente e a expansão planejada da rede são vistas como essenciais para o sucesso dos novos projetos.
A expectativa é que a agenda proposta pelas associações resulte em ações concretas por parte do governo e dos órgãos reguladores, impulsionando a expansão das hidrelétricas reversíveis e fortalecendo a segurança e a resiliência do sistema elétrico nacional.
Com informações de Agência iNFRA.
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