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Energia· 03 de novembro de 2026· 2 min de leitura

SGB lança IA com 5 milhões de dados geológicos para minerais

Nova plataforma do Serviço Geológico do Brasil reúne 57 anos de acervo técnico e usa linguagem natural para consultas do subsolo.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
SGB lança IA com 5 milhões de dados geológicos para minerais

O Serviço Geológico do Brasil lançou uma plataforma de inteligência artificial que centraliza cerca de 5 milhões de dados geocientíficos acumulados ao longo de 57 anos de pesquisas no país. O sistema entrou em operação em versão de testes com foco em estudos do subsolo e na busca por minerais críticos, essenciais para a transição energética global e para a indústria de alta tecnologia.

A ferramenta foi desenvolvida para processar o vasto acervo documental da instituição, permitindo que geólogos, engenheiros e pesquisadores realizem consultas utilizando linguagem natural. Na prática, a interface traduz perguntas corriqueiras em buscas complexas dentro de bancos de dados que incluem relatórios técnicos, mapas, perfis de poços e análises laboratoriais coletadas desde a fundação do órgão.

A aplicação direta da inteligência artificial envolve a identificação de áreas com alto potencial para a extração de minerais estratégicos, como lítio, cobalto e terras raras. Com a automação da varredura de dados históricos, o tempo necessário para cruzar informações de diferentes épocas e regiões cai drasticamente, agilizando as etapas preliminares de prospecção e planejamento de lavra.

O uso de grandes modelos de linguagem na engenharia de minas e na geologia representa uma mudança operacional importante na forma como o setor público entrega informações à iniciativa privada. Engenheiros de minas e gestores de infraestrutura passam a contar com um repositório dinâmico capaz de correlacionar anomalias geoquímicas e dados aerogeofísicos sem a necessidade de varredura manual em arquivos físicos ou sistemas legados fragmentados.

A fase de testes serve para validar a precisão das respostas geradas pelo modelo e calibrar a base de conhecimento contra alucinações comuns em sistemas de inteligência artificial generativa. Os profissionais que atuam na área de exploração devem acompanhar os desdobramentos da ferramenta para integrar as consultas automatizadas aos fluxos tradicionais de modelagem geológica e viabilidade econômica de novos projetos.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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