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Energia· 02 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Shell compra 50% de bloco no pré-sal da Bacia de Santos

Empresa firma acordo com a bp para garantir entrada no bloco exploratório Tupinambá e em ativos no Golfo do México.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 03 de novembro de 2026
Shell compra 50% de bloco no pré-sal da Bacia de Santos

A Shell fechou um acordo estratégico com a bp para adquirir uma fatia de 50 por cento no bloco exploratório Tupinambá, localizado na região do pré-sal da Bacia de Santos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira por meio das companhias, que detalharam a reconfiguração societária dos ativos em águas profundas.

Pelo acordo pactuado entre as petroleiras, a bp continuará como a operadora oficial do bloco Tupinambá, mantendo os 50 por cento restantes de participação na concessão. A entrada da Shell divide o risco e os investimentos futuros na campanha exploratória da área.

Além da operação brasileira no pré-sal, a transação abrange ativos internacionais. A Shell também vai assegurar uma participação de 30 por cento em cinco concessões que integram o prospecto exploratório Conifer, situado na província Paleógena, em águas profundas no Golfo do México.

A bp permanecerá com os 50 por cento restantes da operação no Golfo do México, consolidando uma parceria que cruza diferentes fronteiras de exploração em bacias sedimentares de alta complexidade técnica.

Próximos passos regulatórios

Para que a reestruturação societária do bloco Tupinambá saia do papel e os contratos sejam efetivados, a transação ainda depende da análise e da aprovação formal dos órgãos reguladores competentes.

Os documentos e termos do negócio já foram devidamente protocolados junto às autoridades regulatórias, e as empresas aguardam o aval governamental para iniciar os desdobramentos operacionais nos campos.

Para o setor de óleo e gás, a movimentação reforça a tendência de divisão de portfólios em áreas de fronteira exploratória no pré-sal brasileiro, onde os custos operacionais e a exigência tecnológica demandam grandes investimentos compartilhados.

Com informações de Agência iNFRA.

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