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Energia· 24 de junho de 2026· 1 min de leitura

TCE-MT suspende licitação de R$ 257 milhões por risco de 'barriga de aluguel'

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso interrompeu um edital para aquisição de energia, temendo que empresas sem capacidade técnica real vencessem o certame.

Redação Giro Engenharia
TCE-MT suspende licitação de R$ 257 milhões por risco de 'barriga de aluguel'

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) suspendeu uma licitação de R$ 257 milhões destinada à aquisição de energia elétrica para o estado de Mato Grosso. A decisão foi tomada diante da preocupação do órgão com a possibilidade de ocorrência de “barriga de aluguel”, prática em que empresas sem a devida capacidade técnica utilizam o processo licitatório para subcontratar os serviços.

A expressão “barriga de aluguel” refere-se à situação em que uma empresa participa e vence um processo licitatório sem possuir a qualificação técnica ou operacional necessária para executar o contrato. Posteriormente, ela subcontrata a totalidade ou a maior parte dos serviços para terceiros, atuando como mera intermediária e burlando os requisitos de habilitação do edital.

Essa prática é vista como um risco grave à integridade das contratações públicas, pois compromete a qualidade dos serviços, a transparência do processo e a competitividade leal entre os licitantes. Além disso, pode levar a sobrepreços e falhas na execução, impactando diretamente o erário e a população.

A suspensão pelo TCE-MT visa garantir que os critérios de habilitação sejam rigorosamente cumpridos e que apenas empresas genuinamente qualificadas possam participar e executar o contrato. O processo licitatório será reavaliado para assegurar a conformidade com as normas e prevenir fraudes.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a decisão do TCE-MT reforça a necessidade de vigilância constante sobre os requisitos de qualificação técnica em editais. A atuação dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas, é fundamental para manter a integridade do mercado de energia e evitar que práticas ilícitas comprometam projetos de grande vulto e o fornecimento de serviços essenciais à população.

Com informações de FOLHAMAX.

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