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Energia· 22 de outubro de 2026· 1 min de leitura

TCU dá 120 dias para governo definir o futuro da obra de Angra 3

Tribunal cobra do Poder Executivo entrega de estudos técnicos e uma decisão definitiva sobre a continuidade da usina nuclear.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
TCU dá 120 dias para governo definir o futuro da obra de Angra 3

O Tribunal de Contas da União determinou que o governo federal apresente em até 120 dias os estudos técnicos atualizados e uma definição clara sobre o futuro da construção da usina nuclear Angra 3. A cobrança do órgão de controle busca estancar anos de paralisações, revisões de cronograma e incertezas financeiras que cercam o canteiro de obras no litoral do estado do Rio de Janeiro.

A decisão do TCU coloca pressão direta sobre o Ministério de Minas e Energia e as empresas envolvidas na gestão do projeto nuclear. A exigência obriga a administração federal a colocar na balança os custos já bilionários aplicados até o momento e o desembolso adicional necessário para concluir a infraestrutura, cujas obras se arrastam por décadas entre suspensões e retomadas.

A retomada de Angra 3 esbarra tradicionalmente em debates complexos sobre a viabilidade econômica da energia gerada e a capacidade de investimento estatal ou privado. O canteiro de engenharia exige aportes expressivos para finalizar a montagem eletromecânica e garantir o cumprimento das exigências regulatórias atuais para operação de centrais nucleares.

Para o engenheiro, o gestor e o decisor de infraestrutura, o posicionamento do Tribunal abre uma janela crítica para a definição de contratos de fornecimento e possíveis licitações. A indefinição prolongada gera custos de manutenção de ativos parados e impede o planejamento adequado do sistema elétrico nacional de longo prazo.

Próximos passos para o setor

O prazo de 120 dias passa a valer a partir da publicação oficial da deliberação e obriga as pastas competentes a apresentarem um cenário realista. A resposta do governo ao tribunal vai ditar se o projeto avança para a conclusão definitiva ou se enfrenta um eventual processo de distrato e estancamento de investimentos na matriz nuclear brasileira.

Com informações de O GLOBO.

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