TCU rejeita acordo para UTE Rio Grande de 1.238 MW
Tribunal barrou tentativa de negociação para a termelétrica da Bolognesi por falta de aval do Ministério de Minas e Energia e da Aneel.

O Tribunal de Contas da União rejeitou a abertura de uma mesa de negociação para tentar viabilizar a implantação da Usina Termelétrica Rio Grande, projeto de 1.238 MW da empresa Bolognesi que venceu o leilão de energia de 2014, mas permanece sem sair do papel. A decisão foi tomada em 7 de outubro e travou o avanço de entendimentos para destravar o empreendimento.
Falta de aval institucional
A negativa da corte de contas ocorreu principalmente pela ausência de concordância formal por parte do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica. Sem o respaldo dos órgãos reguladores e formuladores de políticas do setor elétrico, o colegiado entendeu que não havia base jurídica ou administrativa para prosseguir com tratativas de acordo.
Histórico de atrasos
A UTE Rio Grande foi contratada há uma década no leilão de 2014, acumulando anos de impasse regulatório, financeiro e judicial sem conseguir iniciar a operação comercial prevista. Projetos termelétricos de grande porte vencem leilões de energia com prazos rígidos de implantação, e o descumprimento de marcos contratuais costuma resultar em sanções ou na rescisão dos contratos no ambiente regulado brasileiro.
Impacto no setor
A recusa do Tribunal de Contas da União sinaliza um rigor maior na fiscalização de contratos antigos paralisados e reforça o entendimento de que salvamentos ou repactuações excepcionais exigem alinhamento prévio e inequívoco das pastas técnicas do governo. Para gestores e empreendedores de infraestrutura energética, o caso consolida a dificuldade de resgatar concessões ou outorgas que acumulam anos de inexecução sem o aval dos reguladores.
Com informações de MegaWhat.
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