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Energia· 26 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Termocabo vira a chave para gás natural em contrato do LRCap

Wärtsilä assume a conversão de usina termelétrica em Pernambuco, que deixa o óleo combustível para operar com gás natural.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Termocabo vira a chave para gás natural em contrato do LRCap

A Wärtsilä foi contratada para executar a conversão da usina termelétrica Termocabo, localizada no município de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Construída em 2001, a planta operava exclusivamente com óleo combustível pesado e passa agora por uma reformulação técnica para ser alimentada por gás natural. A mudança de matriz e tecnologia integra o projeto vencedor apresentado pela usina no leilão de reserva de capacidade na forma de potência realizado na B3 em março deste ano.

A transição energética de plantas despachadas por óleo para o gás natural exige intervenções profundas nos sistemas de combustão, linhas de alimentação e automação da usina. Engenheiros e gestores envolvidos na obra precisam adequar os subsistemas existentes da casa de força para garantir a eficiência térmica e o cumprimento das exigências contratuais assumidas junto ao Ministério de Minas e Energia.

A Termocabo tem histórico de operação contínua no parque gerador nordestino, mas sofria com os custos operacionais elevados e as restrições ambientais inerentes ao uso de óleo combustível pesado. A conversão para o gás natural reduz a emissão de particulados e gases de efeito estufa, além de alinhar o parque gerador às diretrizes modernas de transição energética no setor elétrico nacional.

Para a engenharia de manutenção e montagem industrial, o desafio consiste em realizar a retrofitada sem comprometer os prazos de disponibilidade exigidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. A Wärtsilä utilizará sua experiência global em conversões de motores e plantas de geração para acelerar os serviços de campo e testes de comissionamento.

O avanço das obras na Termocabo consolida a tendência de modernização de ativos térmicos legados no país. Profissionais da construção e da gestão de infraestrutura energética devem observar a celeridade e os custos de engenharia dessas conversões, que se tornam rotina com a entrada de novos contratos de capacidade no mercado regulado.

Com informações de MegaWhat.

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