Giro EngenhariaNewsletter
Energia· 19 de junho de 2026· 2 min de leitura

TGS e SLB concluem sísmica 3D em Pelotas de 13.500 km² em 2026

O projeto de aquisição de dados sísmicos 3D multicliente, uma parceria entre TGS e SLB, cobre 13.500 km² na Bacia de Pelotas e deve ser finalizado no início do terceiro trimestre de 2026.

Redação Giro Engenharia
TGS e SLB concluem sísmica 3D em Pelotas de 13.500 km² em 2026

A TGS, em parceria com a SLB, avança na aquisição de dados do levantamento sísmico 3D multicliente Pelotas Sul Fase 1, na Bacia de Pelotas. O projeto, que teve início em dezembro do ano passado, abrange uma extensão de aproximadamente 13.500 quilômetros quadrados e é crucial para a prospecção de potenciais reservas de óleo e gás na região. A expectativa é que a fase de aquisição de dados seja concluída no início do terceiro trimestre de 2026.

Este levantamento sísmico 3D tem como objetivo principal mapear com alta resolução as estruturas geológicas subsuperficiais da Bacia de Pelotas, localizada na costa sul do Brasil. A tecnologia 3D permite criar uma imagem tridimensional detalhada do subsolo, essencial para identificar e avaliar depósitos de hidrocarbonetos, auxiliando as empresas exploradoras na tomada de decisões sobre perfurações futuras.

A Bacia de Pelotas é considerada uma área com grande potencial exploratório ainda não totalmente desvendado. A complexidade geológica da região e a profundidade das águas exigem investimentos significativos em tecnologia e expertise, como os oferecidos pela TGS e SLB, empresas líderes no setor de geofísica e serviços de campo para a indústria de energia.

O modelo "multicliente" do levantamento sísmico significa que os dados coletados são licenciados para múltiplas companhias de óleo e gás. Essa abordagem permite que os custos de aquisição e processamento sejam compartilhados, tornando a exploração de novas fronteiras mais acessível e atraindo o interesse de diversas operadoras para a bacia.

Após a conclusão da fase de aquisição de dados, prevista para 2026, os próximos passos envolvem o processamento e a interpretação das vastas quantidades de informações sísmicas. Engenheiros geofísicos e geólogos irão analisar esses dados para identificar e caracterizar prospectos exploratórios, gerando relatórios que serão fundamentais para futuras rodadas de licitação ou investimentos diretos na região.

Para o setor de engenharia e infraestrutura, a conclusão deste levantamento sísmico representa um marco. Caso as análises confirmem o potencial da Bacia de Pelotas, haverá um aumento na demanda por engenheiros de petróleo, geólogos, e empresas especializadas em construção naval e infraestrutura offshore. Isso poderá impulsionar novos projetos de desenvolvimento, impactando desde a engenharia de plataformas até a construção de dutos e terminais, com reflexos na matriz energética e na economia do país.

Com informações de Petronoticias.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.