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Energia· 04 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Unicamp desenvolve bateria de fluxo para fontes solar e eólica

Novo dispositivo de armazenamento energético dispensa bombas hidráulicas, utiliza insumos nacionais e registra 400 ciclos em testes laboratoriais.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Unicamp desenvolve bateria de fluxo para fontes solar e eólica

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um novo modelo de bateria de fluxo voltado para sistemas de energia solar e eólica. O equipamento foi projetado para armazenar a eletricidade gerada por fontes renováveis intermitentes, solucionando gargalos tradicionais de estabilidade na rede elétrica e oferecendo uma alternativa técnica viável para o setor energético brasileiro.

Inovação sem bombas externas

O principal diferencial técnico da tecnologia criada na Unicamp é a eliminação do uso de bombas externas para a circulação dos eletrólitos. Enquanto os modelos convencionais de baterias de fluxo dependem de sistemas mecânicos complexos e propensos a falhas para movimentar os fluidos, a nova arquitetura simplifica o conjunto eletroquímico e reduz os pontos de manutenção na instalação.

O projeto também se destaca pela priorização de insumos e matérias-primas de origem nacional na composição dos componentes ativos. Essa escolha reduz a dependência de cadeias globais de suprimento e barateia o custo de fabricação do equipamento, fator determinante para a viabilidade econômica de projetos de armazenamento em grande escala no país.

Desempenho e testes

Nos ensaios laboratoriais realizados pela equipe da universidade, o protótipo alcançou a marca de 400 ciclos de carga e descarga sem perda acentuada de eficiência. O resultado demonstra a estabilidade química do sistema ao longo do tempo de uso, quesito essencial para aplicações que exigem operação contínua e durabilidade em usinas de geração limpa.

A evolução do projeto laboratoriais para escalas comerciais depende agora de parcerias com a indústria de equipamentos elétricos e empresas de energia. Para o setor de engenharia e gestão de infraestrutura, a tecnologia representa um avanço potencial na autonomia de microrredes e na mitigação das flutuações típicas da geração eólica e fotovoltaica.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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