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Infraestrutura· 14 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Usina de São Simão atinge marca de 50% de modernização das turbinas

Operada pela Spic Brasil e executada pela GE Vernova, a reforma tecnológica na hidrelétrica alcança a terceira unidade geradora de um total de seis.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usina de São Simão atinge marca de 50% de modernização das turbinas

A Usina Hidrelétrica de São Simão atingiu a marca de metade de suas unidades geradoras modernizadas após a conclusão da reforma na terceira turbina do complexo. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (14) pela Spic Brasil, empresa responsável pela operação da usina, em conjunto com a GE Vernova Inc., que responde pela execução técnica da engenharia e substituição dos equipamentos.

Com capacidade instalada de 1.710 megawatts, a hidrelétrica fica na divisa entre os estados de Minas Gerais e de Goiás, aproveitando o potencial hidrelétrico do rio Paranaíba. O projeto de modernização integral contempla todas as seis unidades geradoras da planta, exigindo planejamento rigoroso para manter parte do parque gerador em operação comercial durante a execução das obras.

As intervenções envolvem a substituição de componentes eletromecânicos fundamentais, como sistemas de regulagem, excitação e controle digital, além de melhorias estruturais nas turbinas e geradores. A atualização tecnológica visa elevar a eficiência operacional do empreendimento, reduzir o risco de paradas não programadas e estender a vida útil dos ativos por mais algumas décadas.

A engenharia de campo lida com o desafio de atualizar uma infraestrutura pesada sem comprometer a segurança da barragem e a estabilidade do Sistema Interligado Nacional. O cronograma prevê que as três unidades restantes passem pelo mesmo processo de retrofit de forma sequencial, conforme a disponibilidade técnica e os despachos determinados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Para o setor de geração de energia, o avanço em São Simão reflete a tendência de modernização de ativos maduros no país. Em vez de construir novas barragens, o mercado prioriza a otimização de parques existentes para extrair maior produtividade com menor impacto ambiental e ganho de confiabilidade na matriz energética.

Com informações de Agência iNFRA.

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