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Energia· 18 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Usina solar com bateria na Bahia recebe aval e integra aporte de R$ 926 mi

Complexo da Statkraft em Brotas de Macaúbas une geração eólica e sistema inédito de armazenamento em baterias.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usina solar com bateria na Bahia recebe aval e integra aporte de R$ 926 mi

A Aneel liberou a operação comercial das primeiras unidades geradoras do Complexo Solar Ventos de Santa Lucile, situado em Brotas de Macaúbas, na Bahia. O empreendimento marca a entrada oficial da primeira usina solar do Brasil autorizada a incorporar sistema de armazenamento de energia por baterias colocalizadas. A infraestrutura integra o complexo de energia renovável da Statkraft, que soma investimentos da ordem de R$ 926 milhões na região com a operação conjunta de parques eólicos.

A autorização da agência reguladora abrangeu blocos fotovoltaicos que totalizam dezenas de megawatts de capacidade instalada, permitindo a injecção oficial de energia no Sistema Interligado Nacional. O diferencial técnico do projeto reside na instalação de baterias de íon-s lítio no mesmo ponto de conexão da usina solar. Essa configuração permite armazenar o excedente gerado durante os picos de irradiação para despachar a eletricidade em horários de maior demanda ou quando a intermitência solar exige suporte.

A hibridização de fontes renováveis com sistemas de armazenamento representa um marco regulatório e técnico para a engenharia elétrica brasileira. Tradicionalmente, parques solares e eólicos sofrem com perdas por restrição de geração quando a capacidade de transmissão satura ou a curva de carga não absorve toda a produção instantânea. A introdução de baterias colocalizadas mitiga o curtailment e oferece flexibilidade operacional sem precedentes para os gestores de ativos de geração.

O aporte de R$ 926 milhões da Statkraft reflete a aposta do setor em portfólios diversificados que combinam o regime de ventos da região com a complementaridade diurna da geração solar. A engenharia envolvida no balanceamento de carga entre as turbinas eólicas, os painéis fotovoltaicos e o banco de baterias exige sistemas avançados de supervisão e controle, conhecidos como EMS, para gerenciar o fluxo de energia em tempo real.

Para o mercado de infraestrutura e engenharia de energia, o precedente aberto na Bahia acelera a curva de aprendizado regulatório para novos projetos com baterias. O desafio agora para os projetistas e construtores é otimizar o Capex e o Opex dessas soluções de armazenamento para que a tecnologia ganhe escala comercial em outros complexos de geração centralizada no país.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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