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Energia· 27 de outubro de 2026· 2 min de leitura

WEG certifica aerogerador de 7 MW e mira o mercado externo

Equipamento terrestre de 7 MW desenvolvido em parceria com a Petrobras recebeu certificação e marca recorde na indústria nacional.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
WEG certifica aerogerador de 7 MW e mira o mercado externo

A fabricante WEG concluiu o processo de certificação do maior aerogerador terrestre já produzido no Brasil, um equipamento de 7 MW de potência nominal. O projeto é fruto de uma parceria estratégica com a Petrobras, unindo a capacidade industrial da companhia catarinense com a demanda por tecnologia de transição energética no setor de óleo e gás e geração renovável. Com a homologação técnica concluída, a empresa de Jaraguá do Sul agora prepara a máquina para iniciar sua comercialização no mercado internacional.

Parceria e tecnologia nacional

O desenvolvimento da turbina eólica de grande porte exigiu investimentos em engenharia de materiais, eletrônica de potência e aerodinâmica para suportar as exigências de operação em parques eólicos terrestres. A parceria com a Petrobras garantiu escala e validação de campo para o projeto, consolidando a cadeia de suprimentos nacional na fabricação de componentes para geração de energia de alta capacidade. A máquina de 7 MW representa um salto tecnológico em relação aos modelos fabricados anteriormente no país.

Impacto na cadeia de energia

Para o mercado de infraestrutura energética, a chegada de um aerogerador nacional nessa faixa de potência reduz a dependência de importações de equipamentos de grande porte. A logística de transporte e a montagem em canteiro exigem soluções de engenharia civil e de içamento robustas, dado o porte das pás e da nacele. O avanço também abre espaço para que parques eólicos brasileiros utilizem tecnologia local em leilões futuros de energia.

Próximos passos e exportação

Com a certificação emitida por entidade credenciada, a WEG passa a ofertar o modelo de 7 MW para clientes globais, competindo diretamente com fabricantes tradicionais da Europa e da Ásia. O desafio agora é estruturar a linha de produção em série em Santa Catarina para atender tanto a demanda interna quanto os primeiros contratos de exportação previstos para os próximos meses.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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