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Energia· 01 de novembro de 2026· 2 min de leitura

AGCO usa 11 robôs para fabricar 65% das peças em Ibirubá

Fábrica gaúcha de máquinas agrícolas aplica automação em dez células industriais e tira cerca de 20 trabalhadores da exposição direta à soldagem.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
AGCO usa 11 robôs para fabricar 65% das peças em Ibirubá

A fábrica da AGCO em Ibirubá, no Rio Grande do Sul, opera 11 robôs distribuídos em dez células industriais. Segundo a informação divulgada, 65% das peças produzidas na unidade recebem apoio da automação. A mudança também retirou cerca de 20 trabalhadores da exposição direta à soldagem.

A planta de máquinas agrícolas é um dos pontos de produção da AGCO no interior gaúcho. A fonte não detalha o investimento feito na automação, o modelo dos robôs nem o período de implantação, por isso esses dados ficam fora desta matéria.

O número que mais chama atenção está na distribuição do trabalho. Os 11 robôs não fazem a fábrica inteira sozinhos: eles atuam em dez células, o que indica operações separadas por etapa de fabricação. Em 65% das peças, a automação participa de alguma fase do processo, e isso significa que a linha continua dependendo de operação humana em boa parte da produção.

Para o pessoal de engenharia de manufatura, a soldagem é um dos gargalos mais citados quando se fala em automação, justamente por combinar repetibilidade, exposição a fumos e radiação e exigência de qualidade do cordão. Tirar cerca de 20 pessoas dessa exposição direta é um efeito de segurança do trabalho que costuma pesar tanto quanto o ganho de produtividade.

Há também a leitura do lado da gestão. Automatizar 65% das peças sem paralisar a planta sugere que a implantação foi feita por células, e não por uma troca de linha inteira de uma vez. Esse tipo de transição reduz o risco de parada, mas exige integração entre as células, controle de qualidade e treinamento da equipe que fica nas operações restantes.

A informação chegou por meio do portal Click Petróleo e Gás, que repercutiu o caso. A fonte não traz declaração de executivos da AGCO sobre metas futuras, então nenhuma previsão de expansão da automação foi incluída aqui.

Para quem projeta ou decide sobre célula de solda, o caso de Ibirubá serve como referência de escala: 11 robôs, dez células e um quinto da fábrica mapeado em números concretos, sem promessa de ganho que a fonte não comprove. Quem avalia automação em plantas de bens de capital deve observar a combinação de dois indicadores, cobertura da automação por peça e número de pessoas retiradas de posições de risco, porque é nela que aparece o retorno que não está só na conta de produtividade.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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