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Energia· 08 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Aneel abre consulta para calcular custo de controlar 33 GW de GD

Agência quer avaliar os impactos técnicos e financeiros para que distribuidoras façam o monitoramento e comando remoto de sistemas fotovoltaicos.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 16 de outubro de 2026
Aneel abre consulta para calcular custo de controlar 33 GW de GD

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou por unanimidade a abertura de uma consulta pública para discutir as novas regras de monitoramento e comando de recursos energéticos distribuídos pelas concessionárias. O processo busca dimensionar os custos e os impactos operacionais para que as distribuidoras passem a ter controle sobre um montante estimado em 33 gigawatts de geração distribuída.

A proposta em análise estabelece que todas as novas conexões de microgeração e minigeração distribuída, majoritariamente de origem solar fotovoltaica, ingressem na rede já preparadas para operação remota. A regulamentação também avalia a possibilidade de estender as exigências para sistemas que já se encontram em operação comercial, o que exigirá adaptações no parque instalado.

O crescimento acelerado da geração distribuída no Brasil tem alterado o fluxo de energia nas redes de distribuição, que tradicionalmente funcionavam apenas no sentido unidirecional da subestação para o consumidor. Com milhares de sistemas injetando energia simultaneamente durante os horários de pico de insolação, as concessionárias enfrentam novos desafios de estabilidade e reversão de fluxo.

A exigência de capacidade de controle remoto visa dar às distribuidoras ferramentas para gerenciar a tensão e evitar sobrecargas nos transformadores locais. A medida pretende garantir a segurança operacional do sistema elétrico diante da expansão massiva de fontes renováveis conectadas na baixa e média tensão.

Impactos para o setor e próximos passos

A consulta pública servirá para que agentes do setor elétrico, fabricantes de inversores, integradores e consumidores apresentem dados concretos sobre o custo dos equipamentos de comunicação e automação necessários. A participação da indústria será determinante para mensurar se a obrigatoriedade viabiliza a expansão da modalidade sem impor barreiras financeiras excessivas aos novos projetos.

Com informações de MegaWhat.

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