Aneel cobra detalhes sobre inabilitação de 1,7 GW da EPP no LRCap
Diretor da Aneel exige esclarecimentos sobre a análise técnica que desclassificou 1,7 gigawatts em projetos da EPP no Leilão de Reserva de Capacidade.

A indefinição sobre o destino de quase 1,7 gigawatts contratados no leilão de reserva de capacidade na forma de potência gerou um novo embate regulatório. Durante reunião pública ordinária da Agência Nacional de Energia Elétrica, a condução do processo de inabilitação de empreendimentos da EPP entrou no centro das atenções do setor elétrico.
Em meio à disputa entre grupos empresariais interessados na decisão, o diretor Gentil Nogueira pediu vistas e exigiu detalhes adicionais sobre a análise que resultou na desclassificação da capacidade. A cobrança coloca holofotes sobre os critérios aplicados na triagem dos projetos que buscavam espaço no suprimento de energia de reserva.
O Leilão de Reserva de Capacidade foi desenhado para garantir a segurança no suprimento de eletricidade do país em momentos de pico de demanda. A desclassificação de um volume expressivo de 1,7 GW altera o panorama de oferta projetado para o sistema e mexe com as expectativas dos agentes de geração.
A EPP acumulava contratos importantes que agora ficam sob escrutínio regulatório enquanto a diretoria da agência examina os fundamentos da inabilitação. O movimento na Aneel evidencia a sensibilidade jurídica e técnica em torno dos certames de contratação de potência no mercado regulado brasileiro.
Para investidores, construtores e gestores de infraestrutura elétrica, o caso reforça o risco regulatório e a necessidade de rigor absoluto na documentação e no atendimento aos editais. A decisão final da Aneel sobre o recurso ditará o ritmo dos investimentos desses ativos e servirá de precedente para futuras disputas no setor de energia.
Com informações de MegaWhat.
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