China liga usina híbrida de 6 GW no Planalto de Loess
Complexo com 4,5 GW eólicos e 1,5 GW solares entrou em operação em abril de 2026, no noroeste do país, e envia energia para a costa.

A China pôs em operação, em abril de 2026, um complexo de geração que combina vento e sol no Planalto de Loess, no noroeste do país. O empreendimento soma 4,5 GW de energia eólica e 1,5 GW de energia solar, totalizando 6 GW. Segundo a fonte, a fabricante das turbinas afirma que se trata do maior do mundo nesse formato.
A usina chama atenção pela escala e pelo tipo de arranjo. Em vez de tratar vento e sol como projetos separados, o complexo reúne as duas fontes em um mesmo polo de geração, o que tende a aproveitar a infraestrutura de conexão em um único ponto. A fonte não detalha, porém, o arranjo de subestações e linhas que faz essa ligação.
Um dos números mais concretos do projeto é a estimativa de produção: 12 TWh por ano, energia que, de acordo com a fonte, é destinada à costa chinesa. Trata-se de uma transferência de geração do interior árido para regiões de maior consumo, uma lógica que o país vem usando em outros grandes projetos de energia renovável.
No campo da engenharia, o ponto mais incomum é o transporte dos equipamentos. As pás das turbinas têm 99 metros e foram levadas até o local por estradas de montanha. Em terrenos com relevo acidentado como o loess, o acesso dos componentes de grande porte costuma exigir planejamento de rotas, curvas e taludes, além de logística específica para cada peça.
Para quem projeta ou gerencia obras de energia, o caso mostra dois movimentos. O primeiro é a aposta em usinas híbridas de grande porte, em que a complementaridade entre vento e sol reduz a dependência de uma única fonte ao longo do dia e das estações. O segundo é a viabilidade de instalar aerogeradores com pás muito longas em áreas de montanha, desde que a logística de içamento e de transporte seja tratada desde a fase de projeto.
A fonte não informa custo total, prazo de construção nem o nome do operador, e por isso essas informações não constam desta matéria. O que se pode acompanhar, a partir de agora, é o desempenho real da produção frente aos 12 TWh por ano estimados, e como o modelo híbrido se comporta na prática na rede que recebe essa energia.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
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