Giro EngenhariaNewsletter
Energia· 31 de outubro de 2026· 2 min de leitura

China liga usina híbrida de 6 GW no Planalto de Loess

Complexo com 4,5 GW eólicos e 1,5 GW solares entrou em operação em abril de 2026, no noroeste do país, e envia energia para a costa.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
China liga usina híbrida de 6 GW no Planalto de Loess

A China pôs em operação, em abril de 2026, um complexo de geração que combina vento e sol no Planalto de Loess, no noroeste do país. O empreendimento soma 4,5 GW de energia eólica e 1,5 GW de energia solar, totalizando 6 GW. Segundo a fonte, a fabricante das turbinas afirma que se trata do maior do mundo nesse formato.

A usina chama atenção pela escala e pelo tipo de arranjo. Em vez de tratar vento e sol como projetos separados, o complexo reúne as duas fontes em um mesmo polo de geração, o que tende a aproveitar a infraestrutura de conexão em um único ponto. A fonte não detalha, porém, o arranjo de subestações e linhas que faz essa ligação.

Um dos números mais concretos do projeto é a estimativa de produção: 12 TWh por ano, energia que, de acordo com a fonte, é destinada à costa chinesa. Trata-se de uma transferência de geração do interior árido para regiões de maior consumo, uma lógica que o país vem usando em outros grandes projetos de energia renovável.

No campo da engenharia, o ponto mais incomum é o transporte dos equipamentos. As pás das turbinas têm 99 metros e foram levadas até o local por estradas de montanha. Em terrenos com relevo acidentado como o loess, o acesso dos componentes de grande porte costuma exigir planejamento de rotas, curvas e taludes, além de logística específica para cada peça.

Para quem projeta ou gerencia obras de energia, o caso mostra dois movimentos. O primeiro é a aposta em usinas híbridas de grande porte, em que a complementaridade entre vento e sol reduz a dependência de uma única fonte ao longo do dia e das estações. O segundo é a viabilidade de instalar aerogeradores com pás muito longas em áreas de montanha, desde que a logística de içamento e de transporte seja tratada desde a fase de projeto.

A fonte não informa custo total, prazo de construção nem o nome do operador, e por isso essas informações não constam desta matéria. O que se pode acompanhar, a partir de agora, é o desempenho real da produção frente aos 12 TWh por ano estimados, e como o modelo híbrido se comporta na prática na rede que recebe essa energia.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.