Niterói transforma morro de risco geológico em usina solar de 36 mil m²
Área antes sujeita a deslizamentos recebe mais de duas mil placas fotovoltaicas para suprir 19 creches da rede municipal.
Uma antiga área de risco de deslizamento em Niterói, no Rio de Janeiro, foi convertida em um parque de geração fotovoltaica com 36 mil metros quadrados de extensão. O projeto de engenharia aproveita um terreno instável para a implantação de infraestrutura energética, alterando a destinação de uma zona vulnerável para uso público produtivo.
A planta conta com mais de dois mil módulos fotovoltaicos instalados no terreno acidentado. A energia limpa gerada pelo arranjo de painéis é injetada na rede de distribuição local para abastecer diretamente 19 creches da rede municipal de ensino da cidade fluminense.
Engenharia em áreas de risco
A execução de obras de transição energética em terrenos com histórico de instabilidade exige soluções geotécnicas específicas para garantir a segurança da instalação e evitar movimentações de solo. A engenharia civil e a geomática atuam em conjunto para estabilizar a base antes da montagem das estruturas de suporte dos inversores e das placas.
A iniciativa demonstra como municípios podem reaproveitar passivos urbanos e áreas de preservação restrita para infraestrutura descentralizada. O aproveitamento de encostas para geração solar reduz a pressão por novas supressões de vegetação em áreas planas e integra o planejamento urbano à resiliência climática.
Para o gestor público e o projetista, o modelo aponta uma alternativa viável de requalificação de zonas de perigo geológico. A operação contínua da usina reduz os custos operacionais da administração municipal com eletricidade e valida a viabilidade técnica de instalações solares em relevos complexos.
Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.
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