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Energia· 30 de outubro de 2026· 1 min de leitura

Niterói transforma morro de risco geológico em usina solar de 36 mil m²

Área antes sujeita a deslizamentos recebe mais de duas mil placas fotovoltaicas para suprir 19 creches da rede municipal.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 31 de outubro de 2026
Niterói transforma morro de risco geológico em usina solar de 36 mil m²

Uma antiga área de risco de deslizamento em Niterói, no Rio de Janeiro, foi convertida em um parque de geração fotovoltaica com 36 mil metros quadrados de extensão. O projeto de engenharia aproveita um terreno instável para a implantação de infraestrutura energética, alterando a destinação de uma zona vulnerável para uso público produtivo.

A planta conta com mais de dois mil módulos fotovoltaicos instalados no terreno acidentado. A energia limpa gerada pelo arranjo de painéis é injetada na rede de distribuição local para abastecer diretamente 19 creches da rede municipal de ensino da cidade fluminense.

A execução de obras de transição energética em terrenos com histórico de instabilidade exige soluções geotécnicas específicas para garantir a segurança da instalação e evitar movimentações de solo. A engenharia civil e a geomática atuam em conjunto para estabilizar a base antes da montagem das estruturas de suporte dos inversores e das placas.

A iniciativa demonstra como municípios podem reaproveitar passivos urbanos e áreas de preservação restrita para infraestrutura descentralizada. O aproveitamento de encostas para geração solar reduz a pressão por novas supressões de vegetação em áreas planas e integra o planejamento urbano à resiliência climática.

Para o gestor público e o projetista, o modelo aponta uma alternativa viável de requalificação de zonas de perigo geológico. A operação contínua da usina reduz os custos operacionais da administração municipal com eletricidade e valida a viabilidade técnica de instalações solares em relevos complexos.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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