Coors troca mina de carvão por 16 mil painéis solares
Em Keenesburg, no Colorado, a Molson Coors e a ENGIE North America instalam usina solar na área de antiga mina de carvão, com previsão de operação até o fim de 2026.

A Molson Coors e a ENGIE North America estão instalando 16 mil painéis solares sobre a antiga mina de carvão da cervejaria em Keenesburg, no Colorado, a 64 km de Denver. A previsão é que a usina entre em operação até o fim de 2026, e o projeto deve responder por 7% da energia consumida pela cervejaria.
Durante anos, a Coors extraiu carvão do solo da região para alimentar suas operações. Agora, o mesmo terreno recebe uma fonte de geração limpa, em um projeto que troca o uso do solo sem exigir nova área.
O empreendimento é tocado em parceria entre a fabricante de cerveja e a ENGIE North America, que aparece no material como responsável conjunta pela usina solar. A fonte não detalha a potência instalada da usina, o investimento nem a forma de contratação da energia.
Para a engenharia, o caso chama atenção pelo uso de área degradada. Mineração a céu aberto deixa solo compactado, alterado e, muitas vezes, com limitações para ocupação, e reaproveitar essa superfície para geração fotovoltaica evita abrir novas áreas. O material não informa, porém, as condições específicas do solo nem o tipo de fundação adotado nos painéis.
O número de 7% é o dado central para quem acompanha a cadeia de energia industrial. Ele indica que a geração própria atende uma fatia relevante, mas não substitui a rede no consumo total da cervejaria. Para indústrias que pensam em autoprodução, o exemplo mostra que um terreno sem uso produtivo pode virar ativo energético.
Quem projeta ou gerencia ativos industriais deve observar o cronograma. A meta é o fim de 2026, e a entrada em operação dependerá da execução dessa obra de grande porte em área que já passou por mineração. Vale acompanhar os detalhes técnicos quando o projeto for divulgado.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
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