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Energia· 30 de julho de 2026· 1 min de leitura

Chipre aprova primeiro projeto de gás natural com início para 2028

Consórcio formado por Eni e TotalEnergies avança para a fase de desenvolvimento do campo Cronos, prevendo produção de 500 milhões de pés cúbicos por dia.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Chipre aprova primeiro projeto de gás natural com início para 2028

A Eni e a TotalEnergies oficializaram a decisão final de investimento para o desenvolvimento do campo de gás Cronos, marcando o pontapé inicial para a exploração comercial de gás natural em Chipre. O aval das companhias consolida a execução do primeiro projeto produtivo de hidrocarbonetos na costa do país mediterrâneo, que até então mantinha suas reservas offshore sem exploração comercial em escala.

O cronograma estabelecido pelo consórcio aponta o início da extração comercial para o ano de 2028. A partir dessa data, a operação deve escalar gradualmente até atingir um patamar de produção estimado em 500 milhões de pés cúbicos por dia, volume projetado para suprir demandas regionais e de exportação.

A estruturação de um projeto offshore desse porte exige a mobilização de engenharia naval complexa, desde a instalação de unidades flutuantes de produção até a perfuração de poços em lâminas d'água profundas. Para as equipes de projeto e gerenciamento de infraestrutura, o desafio inicial reside na engenharia de detalhamento e na contratação dos módulos submarinos que farão a interligação com a costa.

A descoberta do campo Cronos ocorreu em blocos exploratórios sob concessão conjunta das duas gigantes europeias, que dividem a operação e os riscos financeiros da empreitada. A conversão de uma descoberta em ativo produtivo exige aportes bilionários e um rigoroso planejamento logístico, dado o isolamento geográfico e as exigências regulamentaras ambientais da União Europeia.

Para o mercado energético europeu, a entrada de uma nova bacia produtora no Mediterrâneo Oriental representa um reforço importante na diversificação de fontes de suprimento. Engenheiros e gestores que atuam no setor de óleo e gás acompanham o avanço das obras civis e industriais terrestres e marítimas, que definirão o ritmo dos próximos contratos de fornecimento de equipamentos para o canteiro offshore.

Com informações de Petronoticias.

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