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Energia· 09 de julho de 2026· 2 min de leitura

CNPM cria grupo para ampliar dados de urânio em programas nucleares

O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) instituiu um grupo de trabalho focado em mapear e impulsionar as reservas de urânio do país para projetos estratégicos.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 10 de julho de 2026
CNPM cria grupo para ampliar dados de urânio em programas nucleares

O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) aprovou a criação de um grupo de trabalho dedicado a analisar e propor estratégias para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro, com foco especial no urânio. A iniciativa visa fortalecer a contribuição desse mineral ao Programa Nuclear Brasileiro, ao Programa Nuclear da Marinha e a outras ações de defesa nacional e transição energética.

O urânio é um recurso estratégico essencial para a geração de energia nuclear, uma fonte de energia de baixa emissão de carbono, e para o desenvolvimento de tecnologias de defesa. A prospecção e o conhecimento aprofundado das reservas nacionais são cruciais para a autonomia energética e tecnológica do país.

O grupo terá como objetivo principal avaliar a capacidade do setor mineral em suprir as demandas desses programas, identificando gargalos e oportunidades. A análise incluirá não apenas a disponibilidade do minério, mas também a infraestrutura de extração, beneficiamento e processamento.

A decisão do CNPM reflete a crescente importância global da energia nuclear no contexto da transição energética, onde países buscam fontes mais limpas e seguras. Para o Brasil, com seu vasto território e potencial geológico, a otimização do conhecimento sobre suas reservas de urânio pode destravar investimentos e projetos de infraestrutura.

Profissionais da engenharia de minas, geólogos e gestores de projetos de infraestrutura nuclear e de defesa terão um papel central na implementação das futuras estratégias que surgirem deste grupo. A expansão ou otimização das atividades de mineração de urânio demandará projetos de engenharia complexos, desde a exploração até a construção de novas instalações de processamento.

A atuação deste grupo de trabalho é um passo fundamental para a segurança energética e a soberania tecnológica do Brasil. Para a engenharia e a construção, a iniciativa pode significar a abertura de novas frentes de trabalho em levantamentos geológicos, desenvolvimento de infraestrutura de mineração e apoio a projetos de grande escala nos setores nuclear e de defesa, com impacto direto na cadeia de suprimentos e na demanda por mão de obra especializada.

Com informações de Petronoticias.

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