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Mobilidade· 20 de maio de 2026· 1 min de leitura

Comissão da Câmara aprova uso da Cide-Combustíveis para subsidiar transporte público

Projeto de Lei direciona parte da arrecadação do tributo federal para custear tarifas, com ênfase em linhas intermunicipais de regiões metropolitanas.

Redação Giro Engenharia
Comissão da Câmara aprova uso da Cide-Combustíveis para subsidiar transporte público

A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que destina uma parcela da arrecadação da Cide-Combustíveis para subsidiar as tarifas do transporte público coletivo. A decisão, informada em 20 de maio, visa aprimorar o financiamento do setor de mobilidade urbana e intermunicipal no país.

A proposta estabelece um mecanismo de repasse específico para as linhas intermunicipais que operam com integração nas regiões metropolitanas. Para esses casos, 20% do valor que seria originalmente destinado aos municípios será retido pela União.

Este montante retido pela União não será revertido ao caixa federal. Ele será repassado diretamente aos estados. O objetivo é que os governos estaduais utilizem esses recursos para cobrir os custos operacionais e de manutenção dos itinerários em questão, garantindo a continuidade e a qualidade do serviço.

O subsídio proveniente da Cide-Combustíveis busca aliviar a pressão sobre os orçamentos municipais e estaduais, que frequentemente enfrentam dificuldades para equilibrar as contas do transporte público sem recorrer a aumentos tarifários ou cortes de serviço.

Para os profissionais da engenharia e da gestão de infraestrutura, a medida representa uma potencial estabilidade no financiamento do transporte. Isso pode influenciar o planejamento de projetos de expansão de malha, a renovação de frotas e a manutenção de estruturas viárias dedicadas ao transporte coletivo.

A aprovação na comissão sinaliza um passo importante para a criação de fontes de receita mais previsíveis para o setor. A injeção de recursos federais, com repasse direto aos estados para linhas metropolitanas, pode impactar positivamente a capacidade de investimento em infraestrutura e a sustentabilidade operacional do sistema de mobilidade coletiva em diversas cidades brasileiras.

Com informações de Diario do Transporte.

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