Giro EngenhariaNewsletter
Energia· 27 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Como dimensionar o dispositivo DR (IDR) da instalação

Aprenda os critérios básicos para o dimensionamento correto do dispositivo diferencial residual conforme as normas técnicas da engenharia elétrica.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 01 de setembro de 2026
Como dimensionar o dispositivo DR (IDR) da instalação

Dimensionar o dispositivo DR, conhecido como IDR ou interruptor diferencial residual, exige a análise rigorosa da corrente nominal e da corrente diferencial residual de atuação da instalação. O primeiro passo consiste em verificar a corrente máxima que circula pelos condutores da instalação elétrica, garantindo que a capacidade do dispositivo seja igual ou superior à corrente do circuito que ele protege. Caso contrário, ocorre a sobrecarga térmica do componente. O projeto deve respeitar as diretrizes da NBR 5410 para instalações elétricas de baixa tensão, que estabelecem a obrigatoriedade da proteção diferencial em áreas molhadas e tomadas externas. A escolha técnica precisa separar a proteção de pessoas contra choques elétricos da proteção contra incêndios, determinando sensibilidades diferentes para cada aplicação.

Critérios de corrente e sensibilidade

A sensibilidade do dispositivo DR é o parâmetro que define o limiar de atuação frente a fugas de corrente para a terra. Para a proteção adicional de pessoas contra o choque elétrico direto, a norma exige uma corrente diferencial residual nominal de no máximo 30 miliamperes. Circuitos específicos que alimentam equipamentos industriais de grande porte podem empregar dispositivos de maior sensibilidade para proteção contra incêndios, geralmente ajustados em 300 miliamperes. O projetista precisa calcular a carga total instalada para definir a corrente nominal do IDR, que deve ser compatível com o disjuntor associado. Quando o IDR fica instalado a jusante de um disjuntor de maior capacidade, a coordenação das correntes nominais evita a destruição do componente por sobrecorrente.

Divisão dos circuitos e seletividade

Instalações prediais exigem o fracionamento dos circuitos para evitar o desligamento indevido de toda a edificação diante de uma fuga isolada. O uso de um único IDR geral na entrada da residência causa blecautes totais frequentes e dificulta a manutenção preventiva. A engenharia elétrica recomenda a instalação de múltiplos dispositivos por setor ou por grupo de tomadas. O projetista deve analisar a fuga de corrente inerente aos equipamentos conectados, como filtros de linha e fontes chaveadas, para evitar que a soma dessas correntes provoque o disparo falso do dispositivo DR. A seletividade entre dispositivos em cascata também demanda atenção para que apenas o setor afetado seja isolado em caso de falha.

Perguntas frequentes

O que acontece se a corrente nominal do IDR for inferior à do disjuntor? O dispositivo pode sofrer danos térmicos e estruturais graves devido à circulação de uma corrente superior à sua capacidade máxima de condução.

Posso instalar um único IDR para proteger a casa inteira? A norma permite, mas a prática gera desligamentos inconvenientes e dificulta a localização rápida de falhas na instalação.

Qual a diferença entre o IDR e o disjuntor comum? O disjuntor protege contra curtos-circuitos e sobrecargas, enquanto o IDR detecta fugas de corrente para a terra e protege contra choques elétricos.

Todo circuito da edificação exige proteção por dispositivo DR? A NBR 5410 exige o uso em áreas molhadas, cozinhas, banheiros, áreas externas e circuitos de tomadas em geral situados em áreas internas.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

Mais lidas

  1. 1Copasa conclui melhorias na ETE de Campina Verde com R$ 5,2 milhões
  2. 2Obra da Sanepar interrompe fornecimento de água em Curitiba e RMC
  3. 3Obra da Sanepar suspende água em Curitiba e RMC na próxima segunda
  4. 4EPE eleva garantias e restringe venda em leilão de baterias
  5. 5Axia assume controle total de hidrelétrica Três Irmãos por R$ 256 mi

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.