Consumo de energia para IA em data centers saltará para 60% em 5 anos
Projeções apontam que o consumo de energia para inteligência artificial em data centers passará de 25% para 60% da demanda total em até cinco anos.
O consumo de eletricidade dedicado ao treinamento e à inferência de modelos de inteligência artificial (IA) em data centers deve crescer exponencialmente, saltando de 25% para 60% da demanda total desses centros em um período de três a cinco anos. Esta projeção indica uma mudança significativa na matriz de consumo de energia dessas infraestruturas críticas.
Atualmente, a IA já representa um quarto do uso de energia em data centers, mas a expectativa é que essa fatia mais que dobre, gradualmente substituindo outras cargas de trabalho de tecnologia da informação. A análise faz parte do relatório “IA encontra a rede elétrica”, que detalha o impacto crescente da tecnologia na demanda energética.
Este aumento na demanda por IA impõe novos desafios para o planejamento e a capacidade das redes elétricas. A infraestrutura energética precisará se adaptar rapidamente para suportar o crescimento intensivo de carga, especialmente considerando a necessidade de fontes de energia confiáveis e, preferencialmente, sustentáveis para alimentar esses centros de processamento.
Para os profissionais da engenharia e da construção, essa tendência significa repensar o projeto e a operação de data centers. A alta densidade de processamento exigida pela IA demanda sistemas de refrigeração muito mais eficientes e robustos, além de fontes de alimentação com maior capacidade e redundância.
O investimento em novas tecnologias de hardware e software para IA, somado à necessidade de modernização da infraestrutura de energia, representará um custo considerável para as empresas do setor. A eficiência energética se tornará ainda mais crítica para a viabilidade econômica e ambiental dos data centers, impulsionando a busca por inovações.
Na prática, engenheiros e gestores de infraestrutura precisarão focar na integração de soluções energéticas inovadoras e na otimização do consumo. A busca por localizações com acesso a energia abundante e de baixo custo, assim como a implementação de estratégias de gestão de carga e o uso de energias renováveis, serão decisivas para o futuro dos data centers e da própria rede elétrica.
Com informações de Petronoticias.
Leia também
Renova leva data center Satoshi a 80 MW em meio a alta de cortes de energia
Projeto de computação em Alto Sertão III atinge 80 MW de consumo em trimestre marcado por salto de 35,4% no curtailment.
Fonte: MegaWhat

BNDES injeta R$ 76 mi em usina de biometano no Rio Grande do Sul
Nova planta industrial em São Leopoldo recebeu investimento total de R$ 95,4 milhões e capacidade produtiva de 36,7 mil metros cúbicos diários.
Fonte: Agência iNFRA
Texas avança em projeto de energia de 2,5 GW combinando gás e nuclear
Complexo energético em Victoria avança para as fases de engenharia, licenciamento e análise de segurança para suprir demanda de data centers.
Fonte: POWER Magazine
São Francisco investe R$ 2,37 milhões na construção de 20 moradias populares
Prefeitura municipal contrata obras para novas residências com aporte milionário voltado à infraestrutura habitacional.
Fonte: O TEMPO
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
