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Energia· 07 de novembro de 2026· 1 min de leitura

Corrosão offshore custa US$ 2,5 tri e desafia plataformas de petróleo

Desgaste em ambientes marítimos movimenta bilhões globalmente e impulsiona o uso de robótica e sensores térmicos avançados pela indústria brasileira.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Corrosão offshore custa US$ 2,5 tri e desafia plataformas de petróleo

A corrosão offshore consome até US$ 2,5 trilhões anualmente em toda a economia global, exigindo novas abordagens de manutenção em plataformas de petróleo e unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga conhecidas como FPSOs. O ambiente marinho agressivo acelera a degradação de dutos e estruturas metálicas, pressionando operadores por intervenções mais rápidas e seguras sem interromper a produção.

Para enfrentar esse desgaste severo, a empresa brasileira Priner estruturou operações voltadas ao combate à corrosão e à recuperação de tubulações sem a necessidade de substituir estruturas já existentes. A estratégia combina engenharia de materiais, automação e ensaios não destrutivos diretamente nas instalações offshore.

O polo de atuação da companhia em Macaé abriga laboratórios e frentes de desenvolvimento que aplicam robôs de pintura industrial. A tecnologia automatizada reduz a exposição humana a ambientes perigosos e garante maior uniformidade na aplicação de revestimentos anticorrosivos em locais de difícil acesso nas plataformas.

Além da robótica aplicada à pintura, o portfólio tecnológico inclui revestimentos e sistemas capazes de operar em condições extremas de até 500 °C. Essa resistência térmica é essencial para dutos de processo e linhas de exaustão que operam em temperaturas elevadas e sofrem com processos acelerados de degradação metálica.

Impacto na operação

A recuperação estrutural in situ evita paradas prolongadas e os altos custos logísticos de substituição de trechos inteiros de tubulações em alto-mar. Sensores integrados monitoram a integridade dos ativos em tempo real, permitindo manutenções preditivas antes que ocorram falhas catastróficas ou vazamentos.

Para o gestor de infraestrutura e o profissional de engenharia, o avanço dessas tecnologias representa uma mudança na gestão de ativos maduros. A capacidade de estender a vida útil de plataformas já instaladas reduz o Capex de novos projetos e mitiga riscos ambientais críticos na exploração de óleo e gás.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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