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Energia· 02 de setembro de 2026· 1 min de leitura

Cortes atingem 32% da solar e 26% da eólica no Brasil em agosto

Levantamento aponta avanço no curtailment de energia renovável no país puxado por restrições operacionais do ONS.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Cortes atingem 32% da solar e 26% da eólica no Brasil em agosto

O setor elétrico brasileiro registrou novas perdas expressivas na geração de energia limpa durante o mês de agosto. Os cortes de produção, conhecidos tecnicamente como curtailment, atingiram 26,1 por cento do potencial eólico e 32,5 por cento da geração solar em todo o país, conforme dados consolidados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico e analisados pelo BTG Pactual.

No segmento eólico, o índice de restrição apresentou alta pelo segundo mês consecutivo, alcançando o patamar mais elevado desde outubro do ano passado. A situação reflete os desafios contínuos de escoamento e a necessidade de balanceamento da carga na rede de transmissão diante da expansão acelerada dos parques geradores nas regiões com maior incidência de vento e radiação solar.

A energia que deixa de ser gerada representa um desperdício direto de capacidade produtiva e afeta a rentabilidade dos ativos instalados. Embora o curtailment seja um mecanismo regulatório necessário para garantir a estabilidade do Sistema Interligado Nacional quando a oferta supera a demanda instantânea ou a capacidade de transporte das linhas, o volume registrado em agosto acende um alerta para gestores e investidores da área.

O avanço dessas restrições evidencia um descompasso temporal entre a velocidade de implantação de novos empreendimentos de energia renovável e a entrega de obras estruturantes de transmissão. Sem reforços na infraestrutura de redes, o operador do sistema se vê obrigado a ordenar o desligamento temporário de turbinas e painéis para evitar sobrecargas e blecautes.

Para os engenheiros e planejadores do setor energético, o cenário reforça a urgência de acelerar o planejamento e a execução de novas subestações e linhas de transmissão de grande capacidade. O desafio atual exige não apenas construir novas usinas, mas garantir que a energia gerada chegue efetivamente aos centros de consumo sem barreiras operacionais.

Com informações de MegaWhat.

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