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Energia· 30 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Polônia conclui fundações de 1.900t para parque eólico offshore de 1,5 GW

Engenharia naval avança no Mar Báltico com a conclusão das 111 estruturas de sustentação para turbinas gigantes.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Polônia conclui fundações de 1.900t para parque eólico offshore de 1,5 GW

A Polônia concluiu a instalação de 111 fundações gigantes no Mar Báltico, etapa crucial para a consolidação do parque eólico offshore Baltic Power. As estruturas de sustentação, que chegam a medir até 100 metros de altura e pesam impressionantes 1.900 toneladas cada, foram cravadas no leito marinho para suportar a nova geração de aerogeradores de grande capacidade em alto-mar.

Com uma capacidade planejada de 1,5 GW, o empreendimento energético foi projetado para suprir a demanda de eletricidade de aproximadamente 2,5 milhões de residências polonesas. A operação exigiu o emprego de embarcações especializadas em engenharia offshore, capazes de posicionar com precisão milimétrica peças metálicas de porte monumental em condições severas de mar aberto.

A execução de fundações com tal magnitude estrutural demanda planejamento logístico rigoroso, envolvendo portos de apoio adaptados para receber componentes que superam a escala convencional da construção civil terrestre. Cada estaca e base metálica passa por ensaios rigorosos de resistência contra a fadiga gerada pelas correntes marinhas e pelas cargas dinâmicas impostas pelo vento.

A infraestrutura em alto-mar representa um marco na transição energética do país europeu, que busca diversificar sua matriz elétrica com fontes renováveis de alta potências instaladas. A engenharia offshore atua diretamente na mitigação de riscos estruturais, garantindo a estabilidade das torres e a vida útil dos equipamentos por décadas de operação contínua.

Próximos passos do projeto

Com a conclusão da fase de fundações no leito marinho, o consórcio responsável foca agora na montagem das torres, nacelles e pás eólicas sobre as estruturas já fixadas. A conexão à rede de transmissão em terra exigirá o lançamento de cabos submarinos de alta tensão para escoar a energia gerada no Báltico diretamente para o continente.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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