Decreto abre exploração de urânio a privados; INB terá 20%
Um novo decreto presidencial está em elaboração para permitir a atuação de empresas privadas na exploração de urânio no Brasil, encerrando o monopólio da Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

O governo brasileiro prepara um decreto presidencial para autorizar a entrada de agentes privados na exploração de urânio no país. A medida representa o fim do monopólio exercido pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) na extração do minério nuclear, um passo significativo para o setor de energia e mineração.
Até a edição da Lei 14.514, em 2022, a exploração de urânio era exclusividade da INB. A legislação mais recente removeu essa obrigação, abrindo caminho para a participação de outras empresas no segmento. O decreto em elaboração visa regulamentar essa mudança e operacionalizar a nova dinâmica.
Um dos pontos centrais do texto é a previsão de que a INB manterá uma fatia de 20% nas operações de exploração que forem realizadas por empresas privadas. Essa participação visa garantir a continuidade da atuação da estatal e seu papel estratégico no desenvolvimento da energia nuclear brasileira.
A abertura do setor de urânio a investidores privados pode atrair novos aportes em tecnologia e infraestrutura de mineração. Para a engenharia, isso significa a demanda por projetos de lavra, beneficiamento e gestão ambiental mais modernos, alinhados às práticas globais do setor nuclear.
Profissionais da engenharia de minas, geologia e engenharia nuclear deverão observar as novas diretrizes e oportunidades. A exploração de urânio exige rigorosos padrões de segurança e controle ambiental, o que demandará expertise técnica especializada em todas as etapas do processo.
Esta mudança na legislação e na regulamentação pode impulsionar o aproveitamento das reservas de urânio do Brasil, que são entre as maiores do mundo. O aumento da produção interna do minério é estratégico para o abastecimento das usinas nucleares do país, como Angra 1 e Angra 2, e para o desenvolvimento de futuros projetos de geração de energia nuclear.
Na prática, a decisão representa uma nova fronteira para o setor de infraestrutura e energia. Engenheiros e gestores precisarão se adaptar a um cenário com maior concorrência e exigências técnicas, buscando otimizar processos e garantir a sustentabilidade das operações de exploração de urânio, com impactos diretos nos custos e prazos dos projetos.
Com informações de Agência iNFRA.
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