Estrutura inspirada em favo de mel passa de 100 milhões de ciclos
Pesquisadores da HKUST fabricaram um refrigerante elastocalórico de baixo custo, com vida útil estimada em mais de 10 anos.

Uma equipe da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (HKUST) desenvolveu uma estrutura de refrigeração elastocalórica de baixo custo que funcionou por mais de 100 milhões de ciclos de resfriamento. Segundo o material divulgado, a vida útil estimada do componente ultrapassa 10 anos. O projeto se inspira na arquitetura porosa empilhada dos favos de mel.
A refrigeração convencional depende de sistemas de compressão de vapor. Eles consomem muita energia, e os fluidos refrigerantes usados nesses equipamentos podem contribuir para o efeito estufa. Com a demanda global por resfriamento em alta, a busca por tecnologias de refrigeração sustentáveis deixou de ser opcional.
A refrigeração elastocalórica usa a deformação mecânica de certos materiais para absorver e liberar calor, sem recorrer a gases refrigerantes. A proposta da HKUST está em tornar esse princípio viável em escala, com um componente barato de fabricar.
Por que a durabilidade pesa
Equipamentos de refrigeração operam dia e noite, e o número de ciclos é um dos principais gargalos das tecnologias alternativas. Um componente que sofre fadiga mecânica em poucos meses não serve para aplicação comercial. Os mais de 100 milhões de ciclos registrados indicam que o material resiste a uma solicitação repetida em magnitude que, pelo que o material divulga, cabe na faixa de uso prático.
A estrutura empilhada e porosa, em formato de favo, é o que sustenta essa resistência, segundo a própria equipe. Ainda assim, a informação disponível não detalha o material utilizado nem as condições exatas de ensaio, o que limita a leitura técnica do resultado.
O que muda para quem projeta
Para projetistas de sistemas de climatização e refrigeração industrial, o dado relevante é a combinação de custo baixo, ausência de gás refrigerante e vida útil estimada acima de uma década. Esses três pontos são os que decidem se uma tecnologia sai do laboratório. O material disponível, porém, não traz valores de custo, eficiência energética ou prazo para comercialização, e esses números precisam ser cobrados antes de qualquer decisão de projeto.
Com informações de Phys.org Engenharia.
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