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Energia· 03 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Etanol de milho: 1 tonelada gera 420 litros e 25% da safra

Coeficientes da EPE mostram que cada tonelada de milho rende 420 litros de etanol, 212 kg de DDGS e 19 kg de óleo, e a rota já responde por cerca de um quarto do etanol brasileiro em 2025.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Etanol de milho: 1 tonelada gera 420 litros e 25% da safra

Uma tonelada de milho destinada à produção de etanol rende, em média, 420 litros do combustível, 212 kg de DDGS e 19 kg de óleo. Os números são coeficientes de conversão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), usados como referência média para o setor.

O DDGS (sigla em inglês para grãos secos de destilaria com solúveis) é o coproduto que sobra depois da fermentação do amido. Ele não vai para o lixo: tem uso próprio na alimentação animal, o que faz a conta da usina fechar com mais de um produto saindo do mesmo grão.

A rota do milho ganhou espaço rápido. Em 2025, o cereal respondeu por cerca de um quarto do etanol produzido no país, segundo a EPE. A fonte não detalha a participação de anos anteriores, então não dá para medir a velocidade da expansão só com este material.

Para quem trabalha com projeto de planta industrial ou logística, o dado mais útil é a relação entre entrada e saídas. Com 420 litros de etanol por tonelada, o rendimento fixa a quantidade de grão que a usina precisa receber para atingir um volume de produção. Já os 212 kg de DDGS e os 19 kg de óleo definem o que entra no balanço como receita secundária e o que precisa de destino na armazenagem e no transporte.

O coproduto também pesa no planejamento de quem opera a unidade. Como o DDGS tem saída própria, a usina depende de uma cadeia de consumo para escoar o material, e essa cadeia entra na conta junto com o combustível.

Os coeficientes são médias, e a usina real pode ficar acima ou abaixo deles conforme a tecnologia de processo e a qualidade do grão. Quem orça projeto ou compra matéria-prima deve tratar 420 litros como ponto de partida e validar com dados da própria planta antes de fechar contrato.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

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