Fogão a etanol da UFJF usa controle eletrônico da chama
Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora adapta o etanol a um fogão com vaporização indireta e monitoramento eletrônico da combustão. O projeto tem patente depositada e segue em pré-protótipo.

Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) desenvolveram uma plataforma de fogão que queima etanol combinando vaporização indireta do combustível com monitoramento eletrônico da chama. A informação foi publicada pelo Click Petróleo e Gás. A solução já tem pedido de patente depositado, mas ainda está em validação de pré-protótipo e não tem previsão comercial anunciada para o consumidor.
A proposta é levar o etanol, combustível líquido, para a cozinha que hoje depende do gás. O fogão funciona com o combustível em estado líquido e à pressão atmosférica, o que o diferencia de sistemas que exigem botijão pressurizado. Segundo a reportagem, a equipe busca espaço em um mercado que, na chamada da matéria, aparece como 95% das cozinhas que usam gás.
Na prática, a vaporização indireta é o ponto técnico central. O etanol não é queimado no estado líquido: ele passa antes por uma etapa de vaporização, e a chama é gerada a partir desse vapor. É isso que permite trabalhar com combustível líquido em pressão atmosférica, sem recipiente sob pressão na bancada.
O outro pilar do projeto é o controle eletrônico da combustão. O monitoramento da chama é o que tenta dar estabilidade e segurança ao aquecimento, algo que um fogão a álcool convencional não oferece com esse grau de automação. O material disponível não detalha sensores, algoritmo de controle ou faixas de temperatura, então não há como dizer o nível de precisão alcançado.
Vale separar o que está confirmado do que ainda é aposta. Confirmado: há patente depositada, há um pré-protótipo em validação e não existe produto à venda. Não confirmado: custo do equipamento, eficiência térmica frente ao GLP e prazo para chegar ao mercado.
Para quem trabalha com energia e com projeto de equipamento térmico, o caso chama atenção menos pelo aparelho em si e mais pela tentativa de tirar o etanol do papel de combustível automotivo e colocá-lo em uso doméstico com controle eletrônico. Se a patente sair e os números de desempenho aparecerem, a discussão passa a ser de custo, de segurança de uso e de logística de abastecimento, pontos que a pesquisa ainda não expôs.
Com informações de Click Petróleo e Gás.
Leia também

Nove usinas de etanol de milho prontas aguardam aval da ANP
Instalações novas ou ampliadas esperam liberação enquanto o setor opera com metade da capacidade no Centro-Sul.
Fonte: Click Petróleo e Gás

Eneva e Vports fecham acordo para novo hub de gás no ES
Contratos firmados viabilizam a implantação de complexo termelétrico integrado a terminal de regaseificação de GNL no Porto de Barra do Riacho.
Fonte: Agência iNFRA

Etanol de milho: 1 tonelada gera 420 litros e 25% da safra
Coeficientes da EPE mostram que cada tonelada de milho rende 420 litros de etanol, 212 kg de DDGS e 19 kg de óleo, e a rota já responde por cerca de um quarto do etanol brasileiro em 2025.
Fonte: Click Petróleo e Gás
ONS projeta R$ 573 mi em encargos do setor elétrico para 2027
Projeção do Operador Nacional do Sistema aponta custos com geração termelétrica por segurança e compensação síncrona.
Fonte: MegaWhat
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
