Giro EngenhariaNewsletter
Energia· 03 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Fogão a etanol da UFJF usa controle eletrônico da chama

Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora adapta o etanol a um fogão com vaporização indireta e monitoramento eletrônico da combustão. O projeto tem patente depositada e segue em pré-protótipo.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Fogão a etanol da UFJF usa controle eletrônico da chama

Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) desenvolveram uma plataforma de fogão que queima etanol combinando vaporização indireta do combustível com monitoramento eletrônico da chama. A informação foi publicada pelo Click Petróleo e Gás. A solução já tem pedido de patente depositado, mas ainda está em validação de pré-protótipo e não tem previsão comercial anunciada para o consumidor.

A proposta é levar o etanol, combustível líquido, para a cozinha que hoje depende do gás. O fogão funciona com o combustível em estado líquido e à pressão atmosférica, o que o diferencia de sistemas que exigem botijão pressurizado. Segundo a reportagem, a equipe busca espaço em um mercado que, na chamada da matéria, aparece como 95% das cozinhas que usam gás.

Na prática, a vaporização indireta é o ponto técnico central. O etanol não é queimado no estado líquido: ele passa antes por uma etapa de vaporização, e a chama é gerada a partir desse vapor. É isso que permite trabalhar com combustível líquido em pressão atmosférica, sem recipiente sob pressão na bancada.

O outro pilar do projeto é o controle eletrônico da combustão. O monitoramento da chama é o que tenta dar estabilidade e segurança ao aquecimento, algo que um fogão a álcool convencional não oferece com esse grau de automação. O material disponível não detalha sensores, algoritmo de controle ou faixas de temperatura, então não há como dizer o nível de precisão alcançado.

Vale separar o que está confirmado do que ainda é aposta. Confirmado: há patente depositada, há um pré-protótipo em validação e não existe produto à venda. Não confirmado: custo do equipamento, eficiência térmica frente ao GLP e prazo para chegar ao mercado.

Para quem trabalha com energia e com projeto de equipamento térmico, o caso chama atenção menos pelo aparelho em si e mais pela tentativa de tirar o etanol do papel de combustível automotivo e colocá-lo em uso doméstico com controle eletrônico. Se a patente sair e os números de desempenho aparecerem, a discussão passa a ser de custo, de segurança de uso e de logística de abastecimento, pontos que a pesquisa ainda não expôs.

Com informações de Click Petróleo e Gás.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn
Siga o Giro Engenharia:WhatsApp

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.