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Carreira· 02 de julho de 2026· 2 min de leitura

Novo Tijolo de Manipueira Valida ABNT e Reduz Custo da Obra

Resíduo tóxico da produção de farinha no sertão vira material de construção sustentável, com certificação da ABNT e potencial para baratear obras.

Redação Giro Engenharia
Novo Tijolo de Manipueira Valida ABNT e Reduz Custo da Obra

A manipueira, resíduo líquido tóxico da produção de farinha de mandioca, que por décadas contaminou rios do sertão brasileiro, foi transformada em um tijolo de construção patenteado. O novo material passou por rigorosos testes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e promete ser uma alternativa mais barata aos blocos convencionais, oferecendo uma solução sustentável para um problema ambiental crônico.

Conhecida por sua toxicidade devido à presença de cianeto, a manipueira é subproduto do processamento da mandioca. Tradicionalmente, as casas de farinha despejam esse líquido diretamente em cursos d'água, causando poluição severa, impactando ecossistemas fluviais e comprometendo a saúde das comunidades ribeirinhas. A destinação inadequada do resíduo tem sido um desafio persistente em regiões onde a farinha de mandioca é um alimento básico e atividade econômica central.

A inovação consiste em um processo que incorpora a manipueira à argila e outros componentes, criando um bloco cerâmico com propriedades mecânicas adequadas para a construção civil. O desenvolvimento não só resolve o problema do descarte, mas também agrega valor a um resíduo, transformando-o em matéria-prima para a indústria da construção.

A validação pela ABNT é um marco crucial, atestando que o tijolo de manipueira cumpre os padrões de segurança e desempenho exigidos para materiais de construção no Brasil. Isso inclui resistência à compressão, absorção de água e durabilidade, garantindo que o produto é confiável para uso em edificações.

Além dos benefícios ambientais, o novo tijolo apresenta um potencial de redução de custos na construção. A utilização de um subproduto local e de baixo custo como matéria-prima pode diminuir significativamente os gastos de produção em comparação com os blocos cerâmicos tradicionais, que dependem da extração de argila virgem e de processos mais energéticos.

Para engenheiros, construtores e gestores de infraestrutura, a disponibilidade de um material como o tijolo de manipueira abre novas perspectivas. Ele permite a adoção de práticas mais sustentáveis, alinhadas aos princípios da economia circular, e pode impulsionar o desenvolvimento de cadeias de valor locais, especialmente em regiões do sertão. A tecnologia representa um avanço na busca por soluções construtivas que aliem desempenho técnico, viabilidade econômica e responsabilidade ambiental.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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