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Infraestrutura· 14 de julho de 2026· 1 min de leitura

Porto de Santos: Navio transoceânico é abastecido com etanol em operação inédita

A parceria entre CMA CGM, Copersucar e Bunker One viabilizou o abastecimento de um porta-contêineres transoceânico com etanol, um passo fundamental na descarbonização do transporte marítimo no Brasil.

Redação Giro Engenharia
Porto de Santos: Navio transoceânico é abastecido com etanol em operação inédita

O Porto de Santos, em São Paulo, marcou um capítulo inédito na infraestrutura e energia do Brasil. Pela primeira vez, um navio porta-contêineres transoceânico foi abastecido com etanol. A operação, resultado da parceria entre as empresas CMA CGM, Copersucar e Bunker One, sinaliza uma nova rota para a descarbonização do transporte marítimo nacional.

A embarcação em questão, o CMA CGM Iron, é um porta-contêineres de expressiva capacidade, com 13 mil TEUs. Seu diferencial reside no motor tricombustível certificado, capaz de operar com diversas fontes de energia, incluindo biocombustíveis como o etanol.

A concretização desta iniciativa deve-se à colaboração estratégica de três gigantes do setor. A armadora francesa CMA CGM, líder global em transporte e logística, uniu-se à Copersucar, potência brasileira na produção e comercialização de etanol, e à Bunker One, especialista em soluções de abastecimento marítimo. Essa sinergia foi crucial para o sucesso da operação pioneira no país.

O abastecimento inicial representa um salto significativo na transição energética do setor naval. A indústria busca ativamente alternativas para cumprir metas ambientais e reduzir sua pegada de carbono. O etanol, um biocombustível de origem renovável, surge como uma opção promissora para embarcações de grande porte, especialmente em nações com produção abundante como o Brasil.

Para engenheiros, gestores e tomadores de decisão da infraestrutura, o feito em Santos indica a urgência de investimentos e adaptações. A expansão do etanol como combustível marítimo exigirá novas infraestruturas de armazenamento e terminais de abastecimento nos portos. Demandará ainda o desenvolvimento de tecnologias de motores e sistemas de *bunkering* compatíveis. A engenharia portuária e a logística de combustíveis serão diretamente impactadas pela evolução deste mercado.

Com informações de Agência iNFRA.

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