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Construção· 17 de junho de 2026· 1 min de leitura

Projeto para fim da escala 6x1 na construção avança na Câmara

Uma proposta do Poder Executivo que visa alterar a duração do trabalho e o descanso semanal remunerado recebeu parecer favorável, com substitutivo, na Câmara dos Deputados.

Redação Giro Engenharia
Projeto para fim da escala 6x1 na construção avança na Câmara

Um projeto de lei do Poder Executivo que propõe mudanças na duração normal do trabalho e no descanso semanal remunerado, podendo impactar a escala 6x1 na construção civil, obteve parecer favorável na Câmara dos Deputados. O deputado Leo Prates (Republicanos/BA) apresentou um parecer com substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 1838/2026, que agora segue para deliberação do Plenário.

O PL 1838/2026, de autoria do Poder Executivo, chegou a tramitar em regime de urgência constitucional, o que aceleraria sua análise e votação. No entanto, o Planalto solicitou a retirada da urgência, atendendo a uma demanda do Presidente da Câmara e de lideranças partidárias para desobstruir a pauta do Plenário.

A escala 6x1, na qual o trabalhador atua por seis dias e folga um, é um modelo comum em diversos setores, incluindo a construção civil, onde a continuidade das atividades é muitas vezes crucial para o cumprimento de prazos de obra. Alterações nessa sistemática podem ter reflexos diretos na organização dos canteiros e na gestão de equipes.

As mudanças propostas pelo projeto de lei implicam uma revisão dos regimes de trabalho, o que pode levar a uma redução da jornada semanal ou a um aumento do número de folgas, exigindo das empresas uma reestruturação de seus quadros e cronogramas. O substitutivo apresentado busca conciliar os interesses dos trabalhadores com a viabilidade econômica dos setores produtivos.

Para o setor de engenharia e construção, a aprovação do PL 1838/2026, mesmo com substitutivo, demandará uma adaptação significativa. Gestores de obras e profissionais de recursos humanos precisarão reavaliar os custos de mão de obra e os planejamentos de projeto, considerando possíveis impactos na produtividade e na necessidade de contratação de mais pessoal para manter o ritmo das construções e infraestruturas em andamento.

Com informações de Caderno de Negócios CBIC.

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