Rumo prorroga concessão da Malha Oeste por 180 dias sem carga
A Rumo e sua controlada Rumo Malha Oeste assinaram o 5º Termo Aditivo para manter a concessão em regime excepcional por até 180 dias, sem transporte ferroviário de cargas.

A Rumo e sua controlada Rumo Malha Oeste assinaram o 5º Termo Aditivo ao contrato de concessão da Malha Oeste, estabelecendo um regime excepcional de continuidade operacional mínima por até 180 dias. Durante este período, não haverá transporte ferroviário de cargas na malha, com a concessionária focando apenas na preservação do ativo.
A decisão formaliza a extensão de um modelo de gestão temporário para a ferrovia, uma infraestrutura crucial para a logística do Centro-Oeste brasileiro. O aditivo garante que, mesmo sem operação de transporte, a estrutura não seja abandonada e continue sob responsabilidade de um operador.
O regime excepcional prevê que a Rumo Malha Oeste será responsável pela guarda, vigilância, manutenção essencial e monitoramento de toda a extensão concedida. Essas atividades são fundamentais para evitar a deterioração da via permanente e dos demais bens da concessão, como pontes, túneis e pátios.
A ausência de transporte de cargas é um ponto central do acordo, indicando uma pausa nas atividades comerciais da ferrovia. Isso impacta diretamente as cadeias de suprimentos que dependiam da Malha Oeste para o escoamento de produtos agrícolas e industriais.
A prorrogação por até seis meses, ou 180 dias, sugere que as autoridades e a concessionária buscam uma solução de longo prazo para o futuro da Malha Oeste. Este período pode ser utilizado para estudos de viabilidade, negociações ou preparação de um novo processo licitatório para a concessão.
Para os profissionais da engenharia e da logística, a medida sinaliza um cenário de transição e incerteza sobre a plena utilização da Malha Oeste. A manutenção essencial, contudo, é um fator crítico para assegurar que a infraestrutura esteja em condições de retomar as operações ou ser repassada a um novo operador sem grandes custos de recuperação, impactando diretamente o valor e a viabilidade de futuros projetos na região.
Com informações de Agência iNFRA.
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