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Energia· 17 de junho de 2026· 2 min de leitura

Setor nuclear debate com presidenciáveis para destravar investimentos

A Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) iniciou discussões com lideranças políticas para impulsionar a pauta do segmento e atrair novos aportes.

Redação Giro Engenharia· atualizado em 18 de junho de 2026
Setor nuclear debate com presidenciáveis para destravar investimentos

O setor nuclear brasileiro começou a dialogar com os principais nomes da corrida presidencial para apresentar sua agenda e buscar o destravamento de investimentos. O presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Celso Cunha, participou de um almoço-debate em Brasília, promovido pela Frente Parlamentar Mista pelo Brasil Competitivo (FPBC), onde expôs as prioridades do segmento.

Durante o evento, Celso Cunha teve um encontro com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a quem detalhou as pautas de interesse do setor nuclear. A iniciativa marca uma mobilização proativa para garantir que o tema esteja no radar dos futuros gestores do país, considerando a relevância estratégica da energia nuclear na matriz energética brasileira.

A Frente Parlamentar Mista pelo Brasil Competitivo é um fórum que reúne parlamentares de diferentes partidos com o objetivo de debater e propor políticas que fomentem a competitividade da economia nacional. A escolha desse ambiente para o diálogo sublinha a busca por apoio transversal e institucional para as demandas do setor de energia nuclear.

A agenda apresentada pela ABDAN foca em mecanismos regulatórios e de financiamento que possam viabilizar a expansão e a modernização da infraestrutura nuclear existente e a construção de novos projetos. O objetivo é criar um ambiente mais previsível e atrativo para investimentos de longo prazo, essenciais para empreendimentos de grande porte como usinas nucleares.

A energia nuclear desempenha um papel importante na segurança energética e na transição para uma economia de baixo carbono, oferecendo uma fonte de energia firme e sem emissões de gases de efeito estufa. O Brasil possui reservas de urânio e conhecimento técnico consolidado, o que reforça o potencial de desenvolvimento do setor.

Para os profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a iniciativa da ABDAN aponta para a possibilidade de novos projetos e a necessidade de planejamento de longo prazo. O sucesso dessas conversas pode resultar em maior demanda por serviços de engenharia, construção e manutenção especializados, impactando a cadeia de valor e a geração de empregos qualificados na área.

Com informações de Petronoticias.

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