Uranio: CNPM cria GT para papel estratégico em energia e defesa
O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) instituiu um Grupo de Trabalho (GT) para analisar o futuro do urânio brasileiro no Programa Nuclear e em iniciativas de defesa e transição energética.

O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) aprovou nesta quarta-feira a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para avaliar o papel do urânio brasileiro. A iniciativa visa aprofundar a análise sobre a contribuição do mineral tanto para o Programa Nuclear do país quanto para as estratégias do setor de defesa e as demandas da transição energética.
A decisão do CNPM, tomada em reunião que resultou na aprovação de seis resoluções, sinaliza uma reavaliação da importância do urânio como recurso estratégico nacional. O GT terá a incumbência de propor diretrizes e ações que otimizem o uso e a exploração do urânio, considerando suas múltiplas aplicações.
No contexto do Programa Nuclear, o urânio é fundamental para a geração de energia em usinas como Angra 1 e Angra 2, essenciais para a matriz elétrica brasileira. A avaliação do GT pode impactar o planejamento de longo prazo da Eletronuclear e o desenvolvimento de novas capacidades nucleares.
Para o setor de defesa, o mineral possui relevância estratégica, embora os detalhes específicos de sua aplicação sejam sensíveis. A análise do GT pode abordar a segurança do fornecimento e a soberania tecnológica em áreas que demandam materiais e tecnologias avançadas.
A pauta da transição energética também incorpora o urânio, uma vez que a energia nuclear é considerada uma fonte de baixa emissão de carbono. O grupo deverá discutir como o urânio brasileiro pode contribuir para as metas de descarbonização e para a diversificação da matriz energética, complementando outras fontes renováveis.
A criação do GT ocorre em um momento de crescente debate global sobre a segurança energética e a autonomia na produção de recursos estratégicos. A iniciativa posiciona o Brasil na discussão sobre o futuro da energia nuclear e seus insumos.
Para profissionais da engenharia e gestores de infraestrutura, a formação deste GT representa um indicativo de potenciais investimentos e projetos no ciclo do combustível nuclear, desde a mineração e beneficiamento do urânio até a construção e manutenção de instalações nucleares e de defesa. O desenvolvimento de novas tecnologias e a expansão da capacidade instalada podem gerar demanda por expertise especializada e novas oportunidades para a cadeia produtiva da engenharia nacional.
Com informações de Agência iNFRA.
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