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Energia· 23 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Usina flutuante de 136 metros une solar, eólica e ondas no mar

Estrutura híbrida offshore de 19,2 MW integra três fontes renováveis em uma única plataforma marítima.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usina flutuante de 136 metros une solar, eólica e ondas no mar

Engenheiros desenvolveram uma plataforma flutuante inovadora com 136 metros de comprimento que combina turbinas eólicas, painéis solares e captação de energia das ondas em uma única estrutura offshore. A usina marítima tem capacidade para concentrar até 19,2 MW de potência instalada, otimizando o uso do espaço oceânico e a intermitência característica de fontes renováveis isoladas. O projeto representa um avanço significativo para a engenharia naval e de energias renováveis, permitindo a exploração simultânea de diferentes matrizes limpas no mesmo ponto de conexão elétrica.

A integração de múltiplas tecnologias no mar exige soluções avançadas de engenharia estrutural e ancoragem para suportar cargas combinadas de vento, radiação solar e o impacto constante das ondas. A plataforma foi projetada para resistir a ambientes marinhos agressivos, minimizando custos de infraestrutura de transmissão ao compartilhar o mesmo leito oceânico e os mesmos cabos umbilicais para escoar a energia gerada até a costa.

A estrutura flutuante de grande porte funciona como uma base multifuncional que abriga a turbina eólica em sua seção central, enquanto as áreas de superfície plana e flutuadores incorporam os painéis fotovoltaicos e os conversores de energia das ondas. O dimensionamento da plataforma considera o comportamento hidrodinâmico para garantir estabilidade operacional e maximizar o rendimento energético de cada sistema integrado.

Para o setor de infraestrutura energética, o desenvolvimento de usinas híbridas offshore altera a lógica de ocupação marinha e reduz a competição por áreas costeiras. A concentração de maior capacidade em uma única fundação flutuante diminui o impacto ambiental comparado à instalação de parques eólicos e solares separados.

Na prática, a operação conjunta de três fontes complementares reduz a ociosidade da rede de transmissão. Quando o vento diminui, a geração solar ou undimotriz pode suprir parte da demanda, garantindo um fluxo de energia mais estável para os gestores de redes elétricas e viabilizando novos investimentos em áreas oceânicas profundas.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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