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Energia· 19 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Usina solar com bateria na Bahia recebe aval e integra complexo

A Statkraft obteve autorização comercial para operar a primeira usina solar do Brasil equipada com bateria colocalizada, parte de um complexo de R$ 926 milhões na Bahia.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Usina solar com bateria na Bahia recebe aval e integra complexo

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou a operação comercial da primeira usina solar do país a contar com sistema de armazenamento de energia por baterias colocalizadas. O empreendimento integra o Complexo Eólico e Solar Ventos de Santa Helena, desenvolvido pela norueguesa Statkraft, localizado no estado da Bahia. O aporte total na iniciativa alcança a marca de R$ 926 milhões, combinando fontes renováveis de geração em uma mesma área de concessão.

A integração de baterias diretamente na planta de geração solar representa um marco regulatório e tecnológico para o setor elétrico brasileiro. Esse arranjo técnico permite armazenar o excedente de energia gerado durante os picos de insolação para injetá-lo na rede de transmissão em momentos de maior demanda ou quando a geração solar diminui, o que reduz o curtailment e otimiza o fator de capacidade do parque.

O complexo energético combina a nova capacidade solar com parques eólicos já instalados na região nordestina, aproveitando sinergias de infraestrutura de conexão com o Sistema Interligado Nacional. A Statkraft tem ampliado sua presença no mercado brasileiro de energias renováveis por meio de aquisições e greenfields, apostando na hibridização de fontes para mitigar a intermitência característica da geração eólica e solar.

Para o setor de engenharia e para as empresas de transmissão e distribuição, a consolidação de projetos com armazenamento em larga escala abre precedente para novas diretrizes de conexão e faturamento. A regulamentação técnica para o uso de baterias colocalizadas ainda passa por ajustes normativos, exigindo dos projetistas e gestores de ativos atenção redobrada aos padrões de segurança contra incêndio, eficiência de carga e descarga e vida útil dos acumuladores eletroquímicos.

A entrada em operação comercial da usina baiana sinaliza a transição para uma nova fase na matriz energética nacional, onde a gestão do fluxo de energia por meio de software e hardware de armazenamento passa a ser tão relevante quanto a própria capacidade de geração instalada.

Com informações de CPG Click Petróleo e Gás.

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