Vidro temperado, laminado ou comum: onde cada um é exigido na obra
Especificar vidro errado em área de risco compromete a segurança e pode reprovar a obra na vistoria.

Na especificação de esquadrias, box, guarda-corpos e coberturas, o vidro costuma ser decidido por preço e espessura. Mas o tipo de vidro define o que acontece na quebra, e isso é o que importa para a segurança do usuário. As normas brasileiras de vidros na construção civil indicam onde o vidro de segurança é obrigatório.
Vidro comum (float)
É o vidro recozido, sem tratamento. Quando quebra, forma lascas grandes e cortantes. Serve para janelas comuns e aplicações sem risco de impacto humano, sempre respeitando a espessura calculada para a carga de vento.
Vidro temperado
Passa por aquecimento e resfriamento rápido, o que aumenta bastante a resistência mecânica e térmica. Na quebra, se fragmenta em pequenos pedaços pouco cortantes. É muito usado em portas, box e divisórias. Depois de temperado, não pode ser cortado nem furado, então o projeto precisa definir medidas e furos antes.
Vidro laminado
São duas ou mais lâminas unidas por película plástica. Quando quebra, os fragmentos ficam presos à película e o painel continua no lugar. Por isso é o indicado onde há risco de queda de pessoas ou de cacos: guarda-corpos, coberturas, claraboias e vidros acima da cabeça. Também melhora o isolamento acústico.
A escolha certa em cada caso
Regra prática: onde a pessoa pode cair contra o vidro ou o vidro pode cair sobre a pessoa, a solução tende a ser laminada. Onde o risco é de impacto, com o vidro na altura do corpo, temperado ou laminado. A Murano Glass explica as diferenças de forma comparativa no guia vidro temperado, laminado e comum.
Para o projeto
Especificar tipo, espessura e sistema de fixação no projeto, e não deixar a decisão para a obra, evita substituição na vistoria e protege o responsável técnico.
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