Bateria nuclear de SiC opera 50 anos e eleva potência em 4.200 vezes
Pesquisadores sul-coreanos desenvolvem célula betavoltaica baseada em carbeto de silício capaz de fornecer eletricidade sem recarga em ambientes extremos.

Pesquisadores do Instituto Coreano de Pesquisa em Eletrotecnologia (KERI), em parceria com a Universidade Nacional de Kyungpook, demonstraram a primeira célula betavoltaica da Coreia do Sul baseada em carbeto de silício (SiC). O dispositivo é projetado para gerar eletricidade continuamente por mais de 50 anos sem necessidade de recarga ou substituição, suportando condições extremas no espaço e em regiões polares.
A tecnologia de células betavoltaicas utiliza a radiação emitida pela degradação de radioisótopos para produzir corrente elétrica. Na nova arquitetura semicondutora desenvolvida pela equipe liderada pelo doutor Seo Jae-hwa e pelo professor Yoon Young-jun, a eficiência na conversão de elétrons beta superou os limites das configurações anteriores, atingindo um rendimento por unidade 4.200 vezes superior aos modelos prévios do laboratório.
O avanço técnico apoia-se nas propriedades físicas do carbeto de silício, um semicondutor de substrato largo com elevada resistência à radiação e estabilidade térmica superior ao silício convencional. Essa estrutura permite capturar as partículas beta emitidas pelo material radioativo sem sofrer degradação acelerada do cristal semicondutor, o que garante o funcionamento ininterrupto por décadas.
Os detalhes da pesquisa foram publicados no veículo científico International Journal of Energy Research. A validação demonstra que o sistema pode operar de maneira autônoma em aplicações onde a manutenção manual é inviável, como em dispositivos de monitoramento de infraestrutura submarina, sondas espaciais e sensores remotos instalados em ambientes congelados.
Para os setores de engenharia espacial, sensores industriais e infraestrutura crítica, o avanço indica a consolidação das fontes de energia por radioisótopos em escala microeletrônica. A combinação de elevada densidade de potência e durabilidade de meio século reduz drasticamente a dependência de baterias químicas convencionais ou de sistemas solares vulneráveis a variações climáticas e sombreamento.
Com informações de Phys.org Engenharia.
Leia também
EUA oferecem US$ 5 bi para ampliar usinas nucleares em 1,1 GW
O Departamento de Energia americano concedeu compromisso de empréstimo condicional para modernizar oito centrais da Constellation Energy.
Fonte: POWER Magazine
Novo complexo nuclear de 6,6 GW mira obras em 2028 nos EUA
Projeto ambicioso no Kentucky planeja instalar até seis reatores e pode superar a maior usina nuclear em operação no país.
Fonte: CPG Click Petróleo e Gás
TCU dá 120 dias para MME definir futuro das obras de Angra 3
Tribunal de Contas da União estabelece prazo para que o Ministério de Minas e Energia envie documentação necessária para o CNPE decidir sobre a continuação da usina nuclear.
Fonte: MegaWhat
TCU dá 120 dias para governo definir o futuro da obra de Angra 3
Tribunal cobra do Poder Executivo entrega de estudos técnicos e uma decisão definitiva sobre a continuidade da usina nuclear.
Fonte: O GLOBO
O Giro na sua caixa de entrada
As notícias que importam para quem é da engenharia, uma vez por semana. Sem spam.
