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Energia· 27 de agosto de 2026· 1 min de leitura

Exército dos EUA planeja mais de 20 microreatores nucleares

Cinco empresas vão construir e operar mais de 20 microreatores nucleares comerciais em bases militares americanas até setembro de 2028.

Por Rafael Barcelar· Engenheiro (CREA-MG)
Exército dos EUA planeja mais de 20 microreatores nucleares

O Exército dos Estados Unidos avançou com o Programa Janus para instalar mais de 20 microreatores nucleares comerciais em cinco bases militares do país. A iniciativa selecionou cinco empresas avançadas do setor nuclear para construir, deter a propriedade e operar os ativos, criando um modelo comercial repetível para o fornecimento de energia em instalações estratégicas.

O esforço segue um formato baseado em marcos contratuais rígidos. O objetivo central do programa é colocar o primeiro projeto em operação útil até setembro de 2028, validando a tecnologia para uso comercial e civil em larga escala.

As cinco companhias escolhidas detalharam ao setor que os microreatores foram concebidos para garantir independência energética e resiliência operacional às bases do Exército americano. A escolha por unidades modulares em vez de grandes centrais tradicionais reflete a busca por flexibilidade de implantação e menor tempo de construção em canteiro.

A arquitetura desses reatores avançados prioriza a segurança passiva, reduzindo a necessidade de intervenção humana e sistemas complexos de resfriamento externo. Para a engenharia nuclear, a transição para microestruturas modulares representa um teste prático de viabilidade comercial fora dos ambientes civis tradicionais.

Impacto na Infraestrutura Energética

O sucesso da implantação nas cinco instalações militares servirá como base regulatória e técnica para futuros desdobramentos da tecnologia nuclear de pequeno porte. A meta de entrega até 2028 coloca pressão sobre as cadeias de suprimento de materiais especiais e a engenharia de montagem industrial.

Gestores de infraestrutura e projetistas acompanham o modelo de negócio, onde a iniciativa privada assume a construção e a operação direta, fornecendo energia sob demanda para instalações de uso crítico. Os próximos meses devem detalhar os locais exatos das bases e os cronogramas específicos de licenciamento junto aos órgãos reguladores.

Com informações de POWER Magazine.

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